Lições de 2018 sobre engajamento de mídia

porKatalina Deaven
Jan 02 em Engajamento da comunidade
Note taking

1. Imagens e links na parte inferior da página ajudam a manter os leitores no seu site

Conseguir que os leitores permaneçam no seu site pode ser um desafio. Nossa pesquisa encontrou algumas maneiras de incentivá-los a continuar clicando: 

  • Usar uma imagem com seus links obtém mais cliques do que apenas texto 
  • Colocar links no final da página resulta em mais cliques do que colocá-los no meio da página 
  • Frases genérica ( como “Artigos Relacionados”) funciona melhor que texto complexo 
  • Vincular ao conteúdo relacionado em vez de conteúdo popular obtém mais cliques (a menos que a página de referência seja o Facebook)

2. Para atrair novos inscritos, evite usar seu logotipo e diga às pessoas o que elas têm a ganhar 

Desde publicidade por e-mail até postagens patrocinadas, analisamos como as redações podem conquistar assinantes. Aqui estão alguns tópicos:  

  • Não use seu logotipo. Em vez disso, use imagens como de um jornalista trabalhando ou uma foto de uma matéria principal 
  • Ao solicitar assinaturas por e-mail, diga às pessoas o que elas ganhariam ao se inscreverem em vez do que perderiam se não se inscreverem 
  • Anúncios de boletins gratuitos recebem mais cliques do que anúncios para impresso pago ou acesso digital 

3. Nós realmente precisamos parar de dizer "fake news ou "notícias falsas"

A exposição à frase “fake news” pode ser mais significativa do que a exposição a notícias falsas em si. Veja o que a nossa pesquisa descobriu: 

  • Ver as elites falando sobre notícias falsas leva as pessoas a serem menos precisas na identificação de notícias reais e diminui a confiança das pessoas na mídia
  • A ideologia política não explica essas diferenças 

4. Imagens positivas e manchetes focadas em temas específicos aumentam as reações e comentários no Facebook sobre notícias políticas. 

Analisamos dois aspectos da cobertura política: a positividade ou negatividade de manchetes e imagens, e o foco de manchetes de notícias sobre questões ou estratégia de campanha. Nossos testes descobriram: 

  • Imagens negativas aumentam cliques, mas imagens positivas aumentam as reações 
  • Manchetes focadas em questões reduzem cliques, mas aumentam reações e comentários 

Embora seja tentador usar imagens negativas e manchetes estratégicas para aumentar os cliques, não é tão simples quanto parece.  

  • Estudos sugerem que a estratégia e a cobertura política negativa podem aumentar o cinismo político e a desconfiança na mídia 
  • O algoritmo do Facebook prioriza comentários e reações, além de cliques, então concentrar-se em apenas cliques perde todo o potencial da plataforma 

Se o objetivo da redação é gerar uma participação mais engajada do público nas redes sociais, imagens positivas e conteúdo centrado podem ser o caminho a seguir. 

5. As redações podem ajudar a reunir grupos diversos  

Analisamos como as organizações de notícias estão reunindo grupos variados. Também analisamos estratégias que foram exploradas por acadêmicos. Aqui estão algumas coisas que aprendemos:

  • A mídia pode ajudar a garantir que os membros de grupos minoritários sejam vistos como típicos ao cobrir matérias 
  • É mais provável que quem precisa de contato com outros grupos não o busque 
  • Interações curtas e significativas entre grupos diferentes podem reduzir preconceito 
  • O contato efetivo pode ser cara a cara, mediado ou até mesmo imaginado 

Para mais informações sobre o que podemos aprender com redações e acadêmicos, confira o relatório completo.

6. O público tem dificuldades para detectar notícias falsas, particularmente quem tem impressões negativas da mídia. 

Junto com o News Co/Lab na Universidade Estadual do Arizona, criamos uma pesquisa online para avaliar a transparência, o engajamento e o entendimento mútuo entre a equipe de redação, as fontes de notícias e os membros das comunidades atendidas. Veja o que nossa pesquisa descobriu:  

  • Pessoas com atitudes negativas sobre a imprensa são menos propensas a detectar notícias falsas 
  • As pessoas têm mais confiança em notícias locais do que notícias em geral, mas ainda têm preocupações sobre sua credibilidade
  • As pessoas também acham que suas organizações de notícias locais poderiam se envolver melhor com suas comunidades 
  • Três quartos dos participantes tiveram dificuldade em dizer a diferença entre notícias, opinião, conteúdo patrocinado e análise 

7. Quizzes online podem fazer com que as pessoas se envolvam politicamente 

Testamos se quizzes online podem despertar o interesse das pessoas por notícias e política e aumentar suas intenções de se envolver politicamente. Descobrimos que aqueles que fizeram um teste político, em comparação com aqueles que fizeram um teste de celebridades, relataram

  • Sentir-se mais bem informados sobre política 
  • Ter mais interesse em notícias políticas 

Para as redações, os questionários são uma boa maneira de expandir e manter o público. Um bônus adicional é que quizzes de acesso aberto como os que usamos são gratuitos e fáceis de montar. Confira nossa ferramenta, usada por mais de 150 organizações de notícias diferentes. 

8. Assédio online de jornalistas do sexo feminino é um problema global

Jornalistas do sexo feminino muitas vezes enfrentam assédio online enquanto tentam se envolver com seu público através das redes sociais. Nós olhamos como jornalistas profissionais ao redor do mundo lidam com isso. Está claro que este é um problema global que precisa ser resolvido rapidamente. Aqui estão alguns destaques

  • A maioria das jornalistas entrevistadas sofreu feedback sob a forma de assédio, com foco em gênero ou sexualidade. 
  • A maioria das mulheres relatou sentir que suas organizações jornalísticas poderiam fazer mais para treiná-las sobre como lidar com abuso e apoiá-las depois que o assédio acontece 
  • Elas às vezes sentem falta de liberdade para denunciar abuso ou sentem que a organização de notícias vê isso como um problema pessoal 
  • Moderação mais rigorosa dos comentários online e mais supervisão de páginas de redes sociais profissionais foram identificadas como possíveis soluções 
     

Este artigo foi publicado originalmente pelo Center for Media Engagement, que faz parte do Moody College of Communication da Universidade do Texas no Austin e é reproduzido na IJNet com permissão. 

Imagem sob licença CC no Unsplash via The Climate Reality Project