Fórum do Washington Post examina futuro da liberdade de expressão

porRayna Rossitto
Jul 12 em Jornalismo básico

Políticos, comediantes, ativistas e influenciadores das redes sociais examinaram o debate em torno da liberdade de expressão na era digital recentemente no Washington Post.

Foi a segunda edição do evento “Free to State” do Washington Post Live, uma série de painéis para avançar a conversa em torno dos direitos que protege a Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos no atual clima político turbulento, abordando questões como o politicamente correto, neutralidade da rede, discurso de ódio e sátira política. 

"Certamente, hoje, a liberdade de expressão está em primeiro plano e bem visível", disse Martin Baron, editor executivo do Washington Post, em seu discurso de abertura.

Martin se referiu a momentos na história americana que redefiniram as leis da Primeira Emenda, então analisou o debate de hoje sobre a liberdade de expressão e seus efeitos sobre a saúde geral da democracia. Ele questionou se proibir o discurso ofensivo é uma forma de tolerar a censura e se a tecnologia moderna permite a livre expressão que os fundadores do país imaginaram.

Ruth Marcus, colunista do Washington Post, moderou o primeiro painel sobre como as questões sobre a liberdade de imprensa se desenrolam nas universidades, nos tribunais e no campo de futebol.

Ruth levantou questões sobre as diferentes formas de protesto, como jogadores da liga de futebol americano ajoelhados durante o Hino Nacional e grupos de ódio falando nas universidades, para desafiar os membros do painel a explorar como essas instâncias definem o limiar da liberdade de expressão.

Susan Herman, presidente da American Civil Liberties Union, ofereceu uma solução: em vez de censurar a fala, inicie uma conversa.

"Todo mundo tem medo das ideias de todos", disse Susan. “Acho que temos que aprender a conversar uns com os outros para descobrir quais valores fundamentais ainda temos em comum.”

Jesse Panuccio, procurador-geral adjunto, disse que o potencial da liberdade de expressão para provocar violência, como no caso de grupos de ódio falando em universidades, não pode ser motivo para encerrar o discurso.

"A resposta ao discurso que você não gosta é mais discurso", disse ele.

Susan Nossel, CEO do PEN America, concordou. 

"É melhor deixar um Richard Spencer ou um Milo Yiannopoulos... vir e dizer o que tem para dizer e deixar o protesto prosseguir mas sem interromper o discurso deles", disse Susan. "Eles não podem processar ninguém. Não fazem uma cena. E o momento passa.

O primeiro painel chegou a um consenso geral: um fluxo livre e aberto de comunicação permite uma sociedade robusta.

Outros painéis discutiram a revogação da neutralidade da rede, como o big data influencia o comportamento eleitoral e o papel dos comediantes no atual cenário político.

Em uma discussão com Elahe Izadi, redatora de cultura pop do Washington Post, o comediante Patton Oswalt considerou sua responsabilidade social durante o governo de Trump. 

"Nossa responsabilidade é continuar dizendo: 'Estou aqui e estou envolvido' e tentar derrubar o que parecem ser essas figuras invulneráveis ​​que, na minha opinião, estão nos levando na direção errada", disse ele.

Para ver a transcrição completa e vídeos do evento "Free to State" do Washington Post Live, clique aqui (em inglês).

Imagem principal da colunista do Washington Post, Ruth Marcus, moderando um painel com Jesse Panuccio, Susan N. Herman e Suzanne Nosselc. Segunda imagem de Elahe Izadi, redatora de cultura pop do Washington Post e do comediante Patton Oswalt. Imagens cortesia de Rayna Rossitto.