Cinco dicas para trabalhar com intérpretes

por Lindsay Kalter
Nov 23, 2012 em Diversos

Numa profissão centrada na comunicação bem-sucedida, entrevistar fontes em línguas diferentes podem apresentar sérios desafios para os repórteres.

Depender de um intérprete pode significar perder sutilezas verbais como mudanças de tom, colocações significativas de palavras e outras pistas que os jornalistas usam frequentemente ao entrevistar.

Neste post no Poynter Online, a repórter Laura Shin usa informações obtidas a partir de entrevistas com experientes correspondentes estrangeiros para oferecer dicas sobre como reunir informações precisas de traduções de terceitos.

Aqui estão os pontos principais, segundo a IJNet:

Escolha sabiamente

Características importantes para buscar em um tradutor incluem um compromisso forte com a precisão, valorização das diferenças culturais e um conhecimento profundo do inglês de conversação. "Se o seu tradutor tem apenas formação acadêmica em inglês, seu vocabulário será substancialmente diferente de alguém que vive nos Estados Unidos e viu um monte de TV americana", disse Barry Bearak , repórter do New York Times.

Prepare o tradutor/intérprete antes de cada entrevista

Certifique-se de que o intérprete esteja totalmente preparado, explicando o propósito da entrevista de antemão, revisando as perguntas e discutindo quaisquer potenciais obstáculos culturais. "Não use apenas suas habilidades linguísticas; também use seu conhecimento cultural para ver se diferenças de idade, classe, gênero ou regionais podem dificultar a entrevista," Shin escreveu.

Maximize a comunicação com sua fonte

Mesmo que o intérprete faça a maior parte da comunicaçāo direta, ainda é importante ter o máximo contato com o entrevistado para estabelecer intimidade. No início da entrevista, pergunte a fonte se ele fala a sua língua nativa, e em caso afirmativo, se entende um pouco. Ao fazer perguntas, dirija-se ao entrevistado, não o intérprete. "Coloque o intérprete ao lado. Você quer fazer contato visual com essa pessoa enquanto ela fala, e balance a cabeça em sinal de concordância para que olhem para você", Rajiv Chandrasekaran disse a Shin. Chandrasekaran foi chefe de redação em Bagdá para o Washington Post em 2003 e 2004 e cobriu a guerra no Afeganistão de 2009 a 2011.

Preste atenção aos resumos

Às vezes intérpretes dão versões abreviadas de cada resposta, Shin escreveu. "Se a sua fonte parece estar falando mais do que as traduções seu intérprete, peça ao intérprete para lhe dar uma tradução completa", disse a correspondente de guerra Anna Badkhen. Badkhen disse a Shin que se ela sente que o tradutor está resumindo, ela disseca a resposta em partes e repete de volta para o tradutor para se certificar de que não perdeu nada e para lhe dar uma oportunidade para preencher as lacunas."

Discutir cada entrevista após o fato

Revise a sessão com o seu intérprete imediatamente para perguntar por modificações possíveis, e obter sua opinião sobre a honestidade da fonte. "Eu costumo perguntar: 'Então, o que você achou do entrevistado?' Eles sempre percebem coisas que eu não percebi", Bearak disse a Shin.

Para ler o artigo na íntegra (em inglês), clique aqui.

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Foto usada com licença CC, cortesia de Horia Varlan no Flickr