5 vantagens em bancar reportagens com microsubsídios

porMargaret Looney
Jan 31, 2012 em Jornalismo básico

Ideias que valem milhões de dólares podem gerar resultados tremendos, mas ideias de milhares de dólares também devem ser levadas a sério, inclusive no pobre mundo do jornalismo.

A Knight Foundation uniu forças com o Institute for Higher Awesome Studies, uma organização sem fins lucrativos que financia projetos que são apenas isso, incríveis -- desde redes extra grandes em parques até apiários em telhados -- e agora, no jornalismo. A colaboração dispõe de bolsas de US$1.000 mensais para iniciativas na imprensa local.

A IJNet seguiu um bate-papo ao vivo organizado pelo Poynter e selecionou algumas razões pelas quais estas microdoações podem ser uma opção viável para o jornalista empreendedor, freelance ou profissional.

  1. Não há problema em pensar pequeno. Uma verba de US$1.000 não parece ser muito dinheiro em comparação com a maioria dos subsídios gigantescos de hoje em dia, mas nem todos têm os recursos para realizar ideias em grande escala. Os microsubsídios existem para serem incubadores ou catalisadores para dar tração a ideias seminais ou podem complementar verbas quando você precisa apenas um pouco mais de dinheiro. A estudante Bo Hee Kim da Universidade de Califórnia em Berkeley está usando um microsubsídio do programa New Media Women Entrepreneurs para criar um protótipo de site móvel para os três sites hiperlocais da faculdade do jornalismo.

  2. Mas esteja preparado para grandes resultados. Durante o chat, Christina Xu do Institute for Higher Awesome Studies disse que um microsubsídio é "o suficiente para encorajar alguém com uma ótima ideia a construir um protótipo que pode, depois, ser mostrado a financiadores maiores". Isso é exatamente o que o Serval Project fez; um projeto que começou com uma doação de US$1.000 para construir uma rede móvel através de um aparelho barato de telefonia e internet, o Mesh Potato, que dá voz a comunidades, especialmente em desastres naturais. O protótipo chamou a atenção da ABC na Austrália e o fundador do projeto ganhou uma doação de US$360.000 para continuar a pesquisa.

  3. Sem restrições. Você vai precisar de muita paciência para desvendar a burocracia da maioria das fundações doadoras. Entre os requisitos sem fim e um processo que dá pesadelo, a sua grande ideia pode ser sufocada. Grandes organizações sem fins lucrativos podem se dar ao luxo de pedir verbas grandes, com os recursos para garantir que o dinheiro é gasto na programação, mas a abordagem de menor pressão dos pequenos modelos de doação como o da Awesome Foundation implica pouca ou nenhuma restrição com um nível de sustentabilidade elevado.

  4. Assuma projetos paralelos. Aposte em algo fora do caminho do jornalismo tradicional e tente algo novo, sem se preocupar com prazos. Xu disse que jornalistas podem se beneficiar desta forma porque "proporciona um espaço para experimentar com outros modelos de publicação não tradicional, ou mesmo com outras ideias de como as notícias podem circular em uma comunidade". Não são muitos os jornalistas que têm o tempo ou recursos para distribuir sanduíches para moradores de rua em troca de histórias, mas este projeto fez exatamente isso.

  5. Participe da corrente do bem. Microsubsídios abrem as portas filantrópicas para o público em geral, além de indivíduos ricos e fundações. Se os subsídios são financiados por curadores como no modelo da Awesome Foundation, cada doador só precisa contribuir US$100 por mês para um projeto com alto potencial de sucesso e pequeno risco para fracasso. Jornalistas podem contribuir para histórias que não têm tempo de se dedicar, mas que precisam ser contadas.

Você acha que o modelo de microsubsídios é uma solução sustentável para o jornalismo empreendedor?