Um panorama dos maiores avanços de 2015 em analytics

porAlexandra Kanik
Dec 28, 2015 em Diversos

O ano passado teve alguns avanços revolucionários na forma de como publicar e compartilhar conteúdo. Os números mostraram que mais leitores estão deixando de lado seus desktops em favor de dispositivos móveis e menos estão esperando carregar apresentações de slides.

Nós sabemos o que os números estão dizendo porque as ferramentas e recursos que nos permitem acompanhar o nosso conteúdo estão crescendo em quantidade e qualidade a cada momento.

Vamos dar uma olhada ao passado 2015 e reunir algumas dicas sobre o que deve acontecer em 2016 no crescente campo de web analytics.

Google AMP

Passado:
Google esteve muito ocupado esse ano. Além de celebrar o aniverário de 10 anos de sua popular plataforma de analytics, eles anunciaram alguns recursos muito interessantes. 

Em outubro, Google lançou o Accelerated Mobile Pages. AMP, como é chamado, vai permitir que qualquer um que publica conteúdo para a internet consiga servir o seu conteúdo para usuários móveis em altíssimas velocidades. Conteúdo mais rápido, melhor ranking do Google.

Futuro: 
Todos nós poderemos usar AMP já em fevereiro de 2016. Nesse meio tempo, confira o GitHub dos documentos.

Velocidade e mobilidade 

Passado:
Uma pesquisa do Pew mosta que 39 dos top 50 sites de notíticias agora recebem mais tráfego de dispositivos móveis do que de desktops, o que pode explicar um maior interesse na experiência móvel do usuário.  

Além do AMP do Google, Facebook lançou Instant Articles, que permite que organizações publiquem matérias inteiras para os usuários lerem sem terem que sair do site do Facebook.

Futuro:
A fim de manter-se na corrida para a velocidade e atrair cada vez mais leitores móveis, vamos ver mais mudanças nas formas que os editores servem seu conteúdo. No entanto, enquanto o conteúdo rápido pode atrair e manter novos leitores, o rastreamento de análise através de plataformas provavelmente vai se tornar um problema maior.

Governo

Passado:
O governo americano mostrou seu analytics esse ano com o analytics.usa.gov. Embora o governo tenha uma longa história de obscurecer dados e processos internos, ele notoriamente levantou sua cortina digital com projetos como este e outros desenvolvidos por 18F, um grupo formado em 2014 com o objetivo de simplificar os serviços do governo.

Futuro:
18F tem uma equipe de mais de 100 pessoas e continua a crescer. Acho que podemos esperar que a modernização das práticas online do governo continuem, assim como o lançamento de mais dados dos bastidores.

analytics.usa.gov website screenshot.

analytics.usa.gov - captura de tela do website 

NewsLynx

Passado:
NewsLynx, desenvolvido por Michael Keller e Brian Abelson em junho, é uma plataforma de fonte aberta que permite automatizar coleção de métricas, gravar eventos de analytics em tempo real e combinar dados para medir impacto de forma mais completa.

Futuro:
Sem o trabalho de coletar e agregar manualmente os analytics, acho que podemos esperar um crescimento mais rápido e mais inovação em engajamento do usuário do NewsLynx.

Calculated Metrics do Google

Passado:
Anteriormente, a única maneira de obter analytics personalizados era baixar seus dados, arrumá-los em uma planilha e escrever suas próprias fórmulas e cálculos. Para isso serve, Calculated Metrics. Calculated Metrics permite combinar métricas do Google Analytics (GA) com fórmulas diretamente na plataforma GA.

Futuro:
Dar aos usuários mais controle sobre seus dados e conteúdo parece ser uma tendência que o Google está apostando. Vai ser interessante ver o que Google vai fazer em 2016 para colocar mais controle nas mãos de seus usuários de publicação online.

Coral Project

Passado:
Em 2014, o Projeto Coral começou a construir a ideia de que o comentário online pode servir mais do que apenas irritar e reclamar; pode funcionar para o crescimento de público e medir o impacto. Em 2015, eles concentraram-se na contratação de pessoas talentosas, desenvolver ideias e escrever sobre o seu progresso.

Futuro:
No próximo ano, eu acho que podemos esperar ver o Projeto Coral lançar algumas das ferramentas de engajamento e de impacto que estão em desenvolvimento. Elas vão ser de fonte aberta, construídas para pequenas e grandes organizações, portanto, fique atento.

Social em vez de busca

Passado:
Um Authority Report de Parsely mostra que mais pessoas acessaram as notícias através do Facebook que o antes gigante de referências, Google.

Futuro:
Quando tendências surgem, a questão imediata a ser respondida é: por quê? Mantenha-se atento para novas maneiras de medir e agir sobre os dados do usuário de redes sociais. É certamente uma audiência que você vai querer entender.
 
Graphic by Parsley

Gráfico por Parsley

DataKind

Passado:
A Fundação Knight Foundation também renovou seu financiamento ao DataKind, uma organização que ajuda a reunir ONGs com cientistas de dados "pro bono". A esperança é que juntos eles possam usar dados para ter um impacto melhor nas comunidades carentes. 

Futuro:
Como este apoio renovado, acho que podemos esperar mais projetos inovadores como este.

BuzzFeed e vídeo

Passado:
Em março, o departamento de vídeo original do BuzzFeed, BuzzFeed Motion Pictures, anunciou ter alcançado 1 bilhão de visualizações mensais de seus vídeos. 

Futuro:
A notícia é muito boa para o BuzzFeed, mas também é um bom indicador para nós de que as pessoas querem conteúdo de vídeo. Podemos esperar experimentações com conteúdo de vídeo em  2016.

BuzzFeed video screenshot.

Captura de tela do BuzzFeed 

MetricShift

Passado: 
MediaShift trouxe cobertura profunda sobre como a mídia digital está mudando, com reportagem, podcasts semanais e treinamentos online. 

Futuro:
E agora estamos contentes de anunciar que vamos expandir nossa cobertura para incluir temas como métricas, analytics e medição de impacto. Fique de olho na nossa nova seção do MetricShift no começo do ano!

Este post foi publicado pelo PBS MediaShift, parceiro da IJNet, e é traduzido pela IJNet com permissão. Alexandra Kanik é editora/curadora de métricas do MediaShift.

O MediaShift foca em como o cenário da mídia está mudando a maneira como obtemos nossas notícias e informações. Os correspondentes do MediaShift explicam como a mídia tradicional como jornais, revistas, rádio, TV, música e filmes estão lidando com rompimento digital e adaptando seus modelos de negócios para um mundo em rede mais móvel. Saiba mais em MediaShift na Web, siga o MediaShift no Twitter ou Facebook.

Imagem sob licença CC no Flickr via Stefanos Kofopoulos