Trabalho de correspondente internacional: Dicas de especialistas sobre como se preparar

porمي اليان
Jul 21, 2011 em Freelance

O trabalho de correspondente estrangeiro está se tornando mais perigoso: cerca de 80 jornalistas mortos são mortos a cada ano e muitos mais são presos ou atacados.

Em outras palavras, não é nada como nos filmes sobre correspondentes estrangeiros. Apesar dos riscos, se você ainda sonha com cobertura de notícias em locais distantes, um painel de correspondentes estrangeiros patrocinado pelo Centre for International Governance Innovation (CIGI) e o Canadian International Council, falou sobre os perigos envolvidos e ofereceu algumas dicas.

Entre os painelistas estavam a apresentadora de rádio da CBS Anna Maria Tremonti; Michelle Shephard, repórter nacional de segurança no Toronto Star; Sonia Verma do Globe & Mail; e Allan Thompson da Carleton University. (Você pode assistir a um vídeo da discussão inteira aqui).

Aqui estão nove dicas tiradas da discussão pela IJNet. Para mais dicas, confira um artigo anterior na IJNet sobre como começar como correspondente estrangeiro.

1 - Prepare-se para o pior. O primeiro desafio em ser um correspondente estrangeiro é o risco à segurança durante reportagem em áreas inseguras. A primeira regra é: "Tente não ser a matéria". Antecipe violência, assédio, detenção, ser impedido de entrar no país, levar um tiro e ser atacado sexualmente. Notícias como a detenção de repórteres do New York Times na Líbia e o abuso sexual de uma repórter americana em Cairo são um lembrete de que poderia ter sido você.

2 - Sigilo do governo é desafio sério, disse Michelle Shephard. Riscos e regras variam muito de um país para outro. No Iêmen, por exemplo, você enfrenta restrições diferentes das de Guantánamo.

3 - Esteja alerta e não seja complacente, especialmente quando cobrir confrontos. Em uma ocasião, Shephard estava no meio de manifestantes quando as forças do governo começaram a disparar. Shephard afirmou, "temos que lembrar dos riscos" o tempo todo.

4 - Faça um curso sobre ambientes hostis, claro, mas não se prepare demais, observou Sonia Verma. Leia sobre o país, mas lembre-se que seu trabalho é fazer muitas perguntas. Antes de sair, começe o treinamento sobre o que fazer no caso de ser sequestrado ou preso, como um curso da empresa Centurion. Anna Maria Tremonti também recomendou um curso de primeiros socorros.

5 - Fique amigo de colegas locais. Ao trabalhar em um lugar hostil, é essencial trabalhar ao lado de um jornalista local. Shephard diz que "os repórteres locais que encontrar... são os que estão enfrentando a maioria dos ataques" e suas histórias são muitas vezes desconhecidas.

6 - Encontre pessoas, elas é que fazem as matérias boas. Tecnologia pode ter avançado, mas nunca vai substituir a necessidade de histórias humanas. Repórteres não precisam mais colocar uma antena parabólica tão grande como um guarda-chuva para fazer uma chamada de telefone, arriscando ser encontrados por franco-atiradores. Contar a história de civis quando seu mundo desmorona ainda é a parte mais importante. Apenas certifique-se de que eles são quem eles dizem que são, sublinhou Tremonti.

7 - Cuide do seu 'fixer', sugeriu Verma. Os fixers (ou arranjadores) são contratados para lhe ajudar. Os jornalistas locais muitas vezes, "fazem tudo para você", de dirigir a traduzir. O New York Times agora dá crédito para os fixers.

8 - Lembre-se que o Twitter é uma ótima ferramenta, para correspondentes internacionais acharem pessoas para entrevistar, disse Verma. Faça um pedido e receba dicas ou ajuda. Muitas pessoas [...] usaram o Twitter durante a revolta árabe, disse Shephard. Mesmo no Iêmen, telefones do tipo Blackberry enviam tuites.

9 - Reportagem de paraquedas não é suficiente. Após ir rapidamente para Ruanda depois do genocídio, Allan Thompson demorou um pouco para entender o que realmente deu errado com a cobertura. Hoje, ele está envolvido na reconstrução do papel do mídia através da formação de jornalistas de lá. Continue acompanhando, ele disse, porque você ainda pode fazer a diferença depois que a notícia passa.