Três maneiras de cobrir opinião pública com mais precisão

porLindsay Kalter
May 8, 2013 em Diversos

É tentador para o jornalista confiar em pesquisas de opinião pública quando avalia tendências políticas, especialmente se os resultados rendem manchetes cativantes.

Mas, muitas vezes, as pesquisas não representam fielmente a percepção do público, afirmou o sociólogo Herbert J. Gans num post no Nieman Journalism Lab. Vários fatores, incluindo o fraseado da pesquisa e a capacidade dos participantes de responderem na hora sem pensar muito, fazem com que as opiniões expressas nas pesquisas sejam "passivas" em vez de "ativas", escreveu Gans. Ele ofereceu conselhos sobre como os jornalistas podem apurar a opinião pública com mais precisão. Aqui estão alguns pontos:

Lembre aos leitores sobre as limitações da votação

Ao cobrir os resultados de uma pesquisa, é importante acrescentar contexto, em vez de apresentar os resultados num vácuo. Os jornalistas devem dizer ao público que os participantes não expressam seus pensamentos livremente, mas tiveram que escolher entre uma pequena lista de opções. "De tempos em tempos, devem lembrar ao público de que as pesquisas são respostas a perguntas, em vez de opiniões, da mesma forma que agora avisam ao público sobre margens de erro de pesquisas", escreveu ele.

Tenha a ação do cidadão como o foco

Ao invés de depender de resultados de pesquisas para medir a opinião pública, disse Gans, o jornalista deve "reportar expressões ativas de opinião do cidadão, em salões da prefeitura, debates organizados, manifestações, grupos de discussão e assim por diante". Estes encontros são frequentemente comentados em sites políticos que cobrem atividades locais, regionais ou nacionais.

Registre a comunicação do cidadão com os políticos

Uma forma de avaliar como os cidadãos pensam sobre um assunto é medindo o grau e frequência em que abordam o assunto com os líderes políticos. Os jornalistas devem perguntar aos funcionários eleitos e nomeados sobre a frequência dessas interações pessoais. "Documente o número, o conteúdo e o tom de telefonemas, cartas e outros tipos de comunicação com funcionários eleitos, especialmente aqueles diretamente envolvidos num problema", disse Gans. "As comunicações espontâneas têm prioridade sobre as organizadas, nomeadamente as petições agora onipresentes que requerem apenas simples cliques num site."

Via Nieman Journalism Lab

Foto com licença CC no Flickr, cortesia de Fibonacci Blue