Redação virtual busca freelancers para expansão mundial

porVeronika Belenkaya
Jun 30, 2011 em Freelance

Enquanto a maioria das redações americanas estão encolhendo, uma organização online está expandindo sua lista de jornalistas freelancers e videomakers internacionais.

Talvez não seja por acaso que Ebyline seja uma "redação virtual". (Para saber mais sobre como redações virtuais estão mudando o jornalismo, confira nossos perfis do WNOD e Newspusher).

Os co-fundadores do Ebyline, Narcisse Allen e Bill Momary, criaram o site com sede em Los Angeles desde o ano passado Los Angeles, proporcionando a freelancers e publicações americanos um lugar para comercializar seus trabalhos e colaborar em projetos. Organizações de notícias pagam taxas para comprar o conteúdo de freelancers ou outras publicações. Não há taxas para freelancers, que também negociam seus próprios acordos de direitos autorais.

Desde 2010, o site tem mais de 1.000 freelancers, conseguiu mais de 45.000 projetos e fez negócios com cerca de 50 organizações de notícias, em sua maioria americanas, como a Los Angeles Times, o Memphis Commercial Appeal e o Knoxville News Sentinel. O Ebyline também lançou conteúdo de vídeo.

Agora o Ebyline está de olho no jornalismo internacional, buscando expandir na China, Coréia do Sul e Japão. Apesar de somente 3 a 5 por cento dos freelancers serem estrangeiros, Narcisse espera que esses números aumentem em breve. Todos os freelancers do Ebyline, no entanto, devem ser autorizados a trabalhar nos Estados Unidos.

A IJNet falou com Narcisse e fez algumas perguntas sobre o futuro da redação virtual e a expansão do Ebyline.

IJNet: É difícil encontrar empregos de correspondentes estrangeiros. Como o Ebyline está mudando isso?

Narcisse: Queremos criar um destino único, ou banco de dados, para as veículos de notícias de todo o mundo encontrar jornalistas confiáveis e prontos para trabalhar e realizar tarefas quando ou não quiserem enviar um repórter para cobrir um evento ou não têm um especialista na equipe. Estamos otimistas de que a criação de um "pool virtual" dos melhores jornalistas do mundo irá oferecer novas oportunidades e novos contatos para correspondentes estrangeiros.

IJNet: Onde o site está mais ativo? Onde está querendo expandir e por quê?

Narcisse: Atualmente, estamos mais ativos nps EUA, mas é uma prioridade para nós começar a trabalhar internacionalmente. Eu acho que nosso foco principal, a curto prazo, será as nações de língua inglesa, principalmente porque achamos que as organizações noticiosas que publicam em inglês receberão os maiores benefícios da nossa equipe atual de freelancers. Muitos de nossos parceiros também manifestaram interesse em trabalhar com freelancers que falam o inglês fora dos EUA, que podem cobrir setores específicos, como tecnologia, por exemplo.

IJNet: Por que jornais regionais parecem ser seus clientes principais? Eles estão interessados ​​em matérias internacionais?

Narcisse: Jornais regional dos EUA que estão fortemente focados na cobertura local para um público local estão entre os primeiros a adotar uma estratégia mais ampla e trabalhar com freelancers para produzir uma ampla variedade de conteúdo para todas as seções.

Acho que este grupo poderia ter um interesse limitado em artigos internacionais, mas mais provavelmente, outros tipos de publicações de nicho (por exemplo, publicações que cobrem tecnologia, religião, automóveis, esportes, etc) vão querer aproveitar a equipe internacional de freelancers para informar sobre conteúdo que seu público está buscando.

Você pode saber mais sobre o Ebyline visitando o site ou pelo Twitter.