Quatro mitos sobre como visitantes visualizam conteúdo no seu site

porKyle Jameson
Mar 19, 2014 em Jornalismo digital

Em um artigo na Time.com, Tony Haile, presidente do Chartbeat, questionou quatro mitos sobre a Internet.

Acontece que clicar numa matéria não é realmente a mesma coisa que ler, não há nenhuma relação entre compartilhamento social e engajamento, a propaganda nativa sofre de transtorno de déficit de atenção e a sabedoria convencional sobre a colocação de anúncios está totalmente ao avesso.

Estamos definindo alguns destaques principais aqui. Você também pode ler o artigo completo (em inglês) no site da Time.

  • Para começar, ele diz, estamos misturando cliques com leitura: "Por 20 anos, os editores têm almejado pageviews, a métrica que conta o número de vezes que as pessoas carregam uma página. Quanto mais pageviews um site recebe, mais pessoas estão lendo e mais bem sucedido é o site. Ou assim pensávamos. "Como muitos de nós já sabem, alguém clicando em um título provocativo nem sempre se traduz em compromisso [de ler] e, de fato, esse é o caso na maioria das vezes. Assim, é fundamental se perguntar: "O que meus visitantes estão fazendo depois de clicar?"

  • Dirigindo-se a outro ponto de conjectura, Tony desafia a suposição de que o compartilhamento social e engajamento tenham uma relação diretamente proporcional. Isto é, "quanto mais um conteúdo é curtido ou compartilhado, mais envolvente deve ser, mais pessoas estão dispostas a dedicar sua atenção a ele". Mas, os dados dizem que isso não é verdade: "Olhamos para 10.000 artigos socialmente compartilhados e constatamos que não há relação alguma entre a quantidade de vezes que um artigo do conteúdo é compartilhado e a quantidade de atenção que um leitor médio vai dar a esse conteúdo."

  • Enquanto os editores e anunciantes estão animados para explorar a nova grande fronteira da publicidade nativa, muitos já estão em situação precária: "As marcas estão pagando --e os editores estão dirigindo o tráfego para-- por conteúdo que não captam a atenção de seus visitantes ou alcançam os objetivos de seus criadores". Mas não devemos desistir da publicidade nativa completamente. A publicidade nativa que envolve o público e prende sua atenção pode ser influente, mas "direcionar o tráfego para conteúdos que ninguém está lendo é um desperdício de tempo e dinheiro."

  • Um anúncio bem sucedido precisa de duas coisas: ótima criatividade e ótimo posicionamento. Infelizmente, a sabedoria convencional tem levado muitos a pagar mais para áreas da página que captam menos atenção, não mais: "66 por cento de atenção a uma página de mídia normal é gasta abaixo da dobra. E quanto ao quadro no topo da página? As pessoas passam direto por elae passam o tempo no conteúdo está, não o supérfluo. No entanto, a maioria dos planejadores de agências de mídia ainda vai exigir que seus anúncios sejam veiculados em lugares onde as pessoas não estão e ignoram os lugares onde eles estão."

Então, os dias dos cliques já estão contados. Que venha a era da atenção.

Kyle Jameson é jornalista do Chartbeat e escreve sobre tendências no jornalismo online. Seu trabalho já foi publicado no St. Paul Pioneer Press, Houston Chronicle e Washingtonian Magazine.

Este post foi publicado originalmente no blog Data-Fueled Thinking and Making do Chartbeat, uma startup que dá a mais de 5,000 editores informação em tempo real sobre como o público está engajando com seu conteúdo. Siga Chartbeat no Twitter, Facebook e Google+.

Imagem sob licença CC no Flickr via Newton Free Library