4 dicas para reportagem sobre grupos minoritários

porAndy Shuai Liu
Mar 8, 2012 em Diversidade

A cobertura da estrela do basquete da NBA, Jeremy Lin, destacou-se pelas várias faltas, custando a um editor online de esportes seu trabalho.

Referências inadequadas a pessoas de grupos étnicos minoritários podem levar a indignação pública, prejudicando tanto a carreira do repórter como a reputação da organização de notícias.

Em meio à onda recente sobre Lin, um editor da ESPN foi demitido por causa de uma manchete ofensiva.

Em resposta, a Associação de Jornalistas Asiático-Americanos (Aaja) publicou uma nota sobre Lin, compartilhando seu manual sobre como cobrir americanos de origem asiátiíca.

Aqui estão os principais pontos, segundo a IJNet, das diretrizes da Aaja que podem ser aplicadas em reportagens envolvendo minorias étnicas:

1. Use o bom senso.

Embora a idoneidade de uma referência étnica deve ser examinada em um contexto específico, há alguns princípios básicos de bom senso. O manual da Aaja identifica tais princípios da seguinte forma:

  • 1: Investigue.
  • 2: Não faça suposições.
  • 3: Não ofenda.

Esses princípios guiam jornalistas a não adotar nenhum estereótipo e verificar os fatos para cada referência racial ou étnica. Resumidamente, a gestão consistente das questões ajuda a evitar infrações não intencionais e crises.

2. Discuta as características físicas com cautela.

Jornalistas não devem evitar todas discussões sobre características físicas, mas comentários respeitosos sobre a aparência devem ser feitos apenas quando são relevantes para a história. A Aaja fez essas recomendações úteis que se aplicam à cobertura de qualquer etnia:

"Pare para pensar: Uma declaração semelhante poderia ser feita sobre um atleta branco, negro, latino ou indígena?

Tome cuidado ao discutir as características físicas de Lin, por exemplo, particularmente se feminilizar ou diminuir a masculinidade do homem asiático. Discutir as diferenças genéticas na capacidade atlética entre as raças deve ser evitado. Ao mencionar a altura ou visão de Lin, esteja consciente do contexto e evite fazer referência a estereótipos de asiáticos."

3. Separe a herança étnica do país de origem.

O fato de que Jeremy Lin, um americano, seja de descendência asiática não significa necessariamente que ele nasceu e foi criado na Ásia.

Da mesma forma, o manual da Aaja tirou uma lição de um exemplo muito conhecido: "[Em] Fevereiro de 1998... no site da MSNBC, quando a patinadora Tara Lipinski, uma americana branca, derrotou Michelle Kwan, também americana, e ganhou a medalha de ouro olímpica... a manchete [foi] 'americana derrota Kwan.'"

Não dirija o foco sobre a herança étnica de uma pessoa sem verificar e fazer referência a sua nacionalidade.

4. Fique atento e respeite tradições e costumes.

As tentativas de humor com referências ao biscoito chinês no caso de Lin foram de mau gosto.

Quando é necessário mencionar uma pessoa de um grupo minoritário, a referência deve ser feita com precisão e respeito. A associação irrelevante de uma pessoa com um objeto ou atividade que estereotipa sua etnia demonstra preguiça, muitas vezes ofende e deve ser evitada.

Você já cobriu grupos minoritários? Quais são suas orientações para referências raciais ou étnicas para jornalistas em seu país?