Por que criar um clipe bacana é apenas o primeiro passo para o sucesso de um vídeo jornalístico online

porMargaret Looney
Nov 4, 2013 em Jornalismo multimídia

Produzir um vídeo de alta qualidade profissional e publicá-lo na Internet não é suficiente para seu vídeo jornalístico ter sucesso. Produtores de vídeo online devem considerar seu potencial de compartilhamento, métodos de distribuição, como seus usuários vão visualizar o conteúdo e muito mais.

Especialistas em jornalismo visual conversaram sobre estes e outros fatores que as redações devem considerar durante um painel sobre o poder do vídeo na conferência da Online News Association em Atlanta.

Aqui estão algumas dicas:

Olivia Ma, chefe de notícias e parcerias com a mídia para o Google Plus, ressaltou a importância da construção de um público envolvido com seu conteúdo. "O vídeo online é um meio interativo social. Ele não é um fluxo unidirecional de transmissão da maneira que tem sido frequentemente utilizada", disse ela. Para ter um relacionamento próximo com seus leitores, você deve "criar uma conversa e realmente pensar em seu público-alvo não tanto como uma audiência, mas como uma comunidade de pessoas que são apaixonadas pelo que você tem a dizer", Ma sugeriu.

Matt Mansfield, editor-executivo de notícias digitais da National Geographic, focou na "experiência diferencial", ou o que diferencia uma estratégia de vídeo online de uma redação das outras. Comece "sabendo qual é a sua missão e criando algo que é único", disse ele. "Porque no mar de mesmice da Internet, você tem que se destacar como uma marca de mídia."

A missão da National Geographic é a "contar histórias significativas de forma excepcional", e uma matéria recente na Serengeti Lions é o epítome desse mantra. Através de uma mistura de vídeo e fotos, o projeto interativo leva o leitor a uma visita autodirigida sobre os perigos que os leões enfrentam.

Phoebe Connelly, produtor sênior da PostTV no Washington Post, disse que os produtores de vídeo devem sempre se perguntar se eles iriam assistir e compartilhar o vídeo que estão fazendo. E fazer um vídeo que vale a pena ser assistido é apenas o primeiro passo. Fazer a propaganda é tão importante quanto. "O social é a tarefa de todos. Não é apenas isolado a uma parte da redação", disse ela .

David Clinch, o editor-executivo da Storyful, olha o vídeo não pelo lado da produção, mas sim do ponto de vista da descoberta, verificação e direitos autorais, pois ele ajuda redações a utilizar o conteúdo gerado pelo usuário (UGC, em inglês) de toda a Web. Clinch recomendou que redações incluem o uso do UGC em suas normas de jornalismo profissional e definem orientações sobre como dar atribuições apropriadas, encontrar mais histórias, misturá-las com o conteúdo de vídeo original de sua própria redação e compartilhar o lucro, oferecendo sempre que possível para a pessoa que filmou.

Você pode ouvir a gravação do áudio completo do painel aqui e conferir este Storify do evento criado pelo editor online Ian Hill. Os painelistas resumem seus pontos principais no vídeo abaixo (em inglês).

Margaret Looney, assistente editorial da IJNet, escreve sobre as últimas tendências de mídia, ferramentas de reportagem e recursos de jornalismo.

_Imagem sob licença CC no Flickr via Art Ascii_