Podcast Multimedia Week: Operation Infektion com Adam Westbrook

porSharron Lovell
May 14 em Jornalismo multimídia
Mic

O blog inteligente e construtivo do artista independente Adam Westbrook sobre narrativa visual foi uma luz orientadora para muitos dos primeiros adeptos da revolução do vídeo DSLR. Embora muitas organizações de mídia ainda estivessem fazendo vídeos online no estilo da TV, houve também uma explosão de experimentos. Westbrook esteve sempre um passo à frente em temos de narrativa visual.

Nos últimos anos, Westbrook migrou para o gênero de ensaios visuais em publicações como Vice e Fusion. Ele atua como escritor e narrador, e seus projetos misturam entrevistas com gráficos em movimento e imagens de arquivo.

No último episódio do podcast Multimedia Week, a apresentadora Sharron Lovell conversou com Westbrook sobre seu mais recente projeto, Operation Infektion, que é uma série de três partes sobre desinformação russa e notícias falsas, que ele co-escreveu e dirigiu para o New York Times. .

Westbrook fala sobre como ele trabalhou muito e duramente para desenvolver seu próprio estilo único, e como ele foi procurado pelo Times exatamente porque oferecia algo diferente.

Confira alguns dos principais tópicos do episódio. Se você quiser saber tudo que eles falaram, no entanto, terá que ouvir o podcast completo.

Operation Infektion

Westbrook dá aos ouvintes a história de fundo da série, que levou um ano para ser criada, e trata das origens  das notícias falsas e desinformação, detalhando sua ascensão da Guerra Fria aos dias de hoje.

O ensaio em vídeo desvenda questões complexas em uma narrativa articulada e interessante com um toque de  humor britânico.

Westbrook diz que o filme, criativo e desafiador, foi um ponto alto de sua carreira. "Foi assustador no começo, em parte devido à escala e à quantidade de informações, e também porque era o New York Times."

Ele diz que um de seus maiores (e mais invejáveis) obstáculos em trabalhar com o Times foi aumentar sua “ambição e pensar maior”. Suas ideias iniciais eram abordagens que poderiam ser concluídas em poucas semanas com um orçamento relativamente baixo, mas Adam B. Ellick, diretor e produtor executivo do Opinion Video no Times, deixou claro que havia um orçamento e um período de tempo substanciais, e que ele queria grandes ideias.

"Eu tive que começar a me permitir o luxo de pensar em conceitos visuais e narrativos em uma escala muito maior", disse Westbrook. Depois de brincar com algumas ideias peculiares --incluindo a contratação de uma empresa para executar a história toda com fantoches--, a equipe estabeleceu um formato que mesclou entrevistas filmadas em vídeo para destacar alguns dos personagens fortes que surgiram durante a pré-reportagem original de Ellick com algumas das abordagens especiais de Westbrook para seus ensaios visuais.

Quebrando o formato

O jornalismo de vídeo online tem um potencial ilimitado para novas abordagens e formatos, mas a proliferação do vídeo social fez o jornalismo de vídeo parecer tão formatado quanto os formatos de TV antigos.

O estilo único de Westbrook para ensaios de vídeo reais chamou a atenção de Adam B. Ellick, do New York Times, que já havia feito uma grande quantidade de trabalho de base no projeto. Ellick queria alguém que pudesse tornar a reportagem visual, digerível e interessante.

Nadar contra a maré não foi fácil e Westbrook pegou vários trabalhos freelance, continuando a aprimorar um estilo que é fiel a ele. Em 2013, ele iniciou um canal no YouTube para experimentar o formato de ensaio em vídeo. Ele deu a si mesmo uma série de prazos rígidos, mas viáveis, publicando regularmente filmes de não-ficção e um projeto de cinco partes de ficção científica chamado Parallax.

"Somos levados a pensar que a internet é efêmera, mas na verdade tudo o que você faz fica lá", diz Westbrook. Ele aconselha a pensar sobre o trabalho que você faz como um processo contínuo, com cada obra sendo construída até que você tenha uma obra de trabalho que seja única e da qual você tenha orgulho. Isso leva tempo e dedicação, e muitos jornalistas de vídeo não têm a chance de liberar sua criatividade ao criar trabalhos diários. O conselho de Westbrook é começar pequeno e terminar o que começou.

Não comece um projeto, termine

“Quando eu era mais jovem, eu era muito ambicioso e queria ir direto fazer coisas grandes. No final dos meus 20 anos, eu tinha mais projetos abandonados e falhados do que acabados”, diz Westbrook.

É típico que os jovens criativos sejam encorajados a iniciar projetos, ele diz, mas, embora possa ser bem-intencionado, isso não ajuda. "Começar não significa nada a menos que você termine, porque é aí que você aprende as lições", afirma Westbrook. Ele aconselha começar com projetos gerenciáveis de pequena escala que você pode começar, terminar e aprender.

“Nos últimos cinco anos em que fiz meus próprios vídeos, desenvolvi um processo que me levou desde a ideia, pesquisa e design de matérias até descobrir os temas e estruturar a narrativa”, diz Westbrook.

Embora o Operation Infektion estivesse em uma escala totalmente nova, ele explica que, desde que aperfeiçoou o processo, muitos dos passos que ele seguiu foram os mesmos, apenas ampliados e com uma equipe maior.


Multimedia Week é produzido por DJ Clark, Sharron Lovell, Christine Schindler e Beimeng Fu. Todos eles palestram sobre os programas de Jornalismo Visual e Multimídia da Universidade de Bolton.

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Imagem principal sob licença CC no Unsplash via Kelly Sikkema