Como usar tomadas únicas para contar histórias

porLindsay Kalter
Apr 2, 2013 em Jornalismo multimídia

Às vezes, menos é melhor quando se trata de contar histórias.

Esse é o caso com uma técnica de vídeo que está ganhando força: o uso de uma tomada curta, não editada, com pouca narração para contar uma história, observa Al Tompkins num post publicado recentemente no Poynter.

Aqui estão algumas dicas para ter em mente se você experimentar esta técnica:

Filme um momento intenso

Histórias que culminam em um momento único e decisivo se prestam bem para tomadas únicas. O repórter John Sharify e o fotojornalista Scott Jensen disseram ao Poynter sobre seu projeto de seguir uma mulher desempregada em busca de um emprego. Eles usaram uma tomada para registrar os minutos antes de uma entrevista de emprego.

"Se você pensar sobre o que é o nosso trabalho de jornalistas", disse Jensen ao Poynter, " devemos supostamente ilustrar a realidade. Retratamos o que é a vida real. Eu me resumo em capturar a vida real. Eu quero estar neste momento e apresentá-lo de uma forma crua, sem filtro. "

É mais difícil do que parece

Embora seja mais simples do que editar várias cenas juntas, o método de tomada única é mais complexo do que pode parecer. Jensen observa que existem várias faixas de áudio para coordenar: o microfone que cada sujeito usa durante a cena, microfones para detectar o "som natural" e a narração de áudio. E se isso não fosse o suficiente, a pessoa por trás da câmera pode sentir uma sensação de pressão quando o projeto se baseia em uma tomada única.

"Eu estava preocupado que íamos perder momentos mágicos", disse a fotojornalista Sarah Haeberle, que documentou a experiência de uma mulher tentando adotar crianças de Serra Leoa. "A pessoa estava andando pra lá e pra cá. Percebi que não sabia quando a cena ia acontecer e o que iríamos usar. Se você só tem dois minutos para uma tomada, quando é que a filmagem começa?"

Variedade é a chave

Experimente com ângulos de câmera e técnicas de gravação para tentar capturar a realidade nua e crua de uma história. Os fotojornalistas que falaram com o Poynter disseram que gostariam de ter variado um pouco mais em seus respectivos projetos. Jensen disse que queria fazer uma tomada de 360 ​​graus de seu sujeito, mas desistiu da ideia por medo de interferências imprevisíveis.

Ele ressaltou a importância de adequar o vídeo as padrões normais. "Eu não queria que o fato de utilizar uma tomada para contar a história fosse me impedir de filmar do jeito que eu faria com qualquer outra história", disse ele.

As imagens devem ser explicadas simplesmente, não narradas, de acordo com Sharify. As histórias devem ter peso suficiente para fornecer um clipe convincente. "Um monte de histórias de uma tomada que tenho visto não funcionam porque não têm substância o suficiente", disse ele. "Tem que ter uma história lá."

United Flight- Reunites por Sarah Haeberle no Vimeo.

Leia o post de Tompkins (em inglês) aqui.

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Foto usada com licença CC no Flickr, cortesia de Reinis Traidas