Como jornalistas e redações podem se adaptar a rupturas digitais

porLindsay Kalter
May 7, 2013 em Diversos

A área de comunicação em massa sempre está em agitação, evoluindo com a invenção de cada novo meio, da rádio à Internet.

A chave, de acordo com um post recente no PBS MediaShift, é ser capaz de se adaptar a essas mudanças. A professora de jornalismo Sue Robinson reuniu dicas sobre como lidar com a onda digital, compartilhadas no Simpósio Internacional de Jornalismo Online. Aqui estão os pontos principais:

Mude mais do que a plataforma

Embora a maioria dos meios de comunicação tenham colocado o seu conteúdo online, algumas organizações ainda não desenvolveram uma estratégia específica para a Web. De acordo com Clark Gilbert, presidente e CEO da Deseret News Publishing Company, muitos veículos ainda estão no estado de espírito do jornalismo tradicional. "Num mundo pós-rompimento, por que as pessoas ainda pegam um jornal? Por que alguém iria ligar para o noticiário das dez?" Perguntou Gilbert. Sem fazer estas perguntas, disse ele, uma organização de notícias não será capaz de evoluir com os tempos.

Explore formas de renda alternativas

O jornalismo deve continuar sendo o ponto focal, mas outras maneiras de manter o negócio devem ser consideradas. O editor e CEO do Dallas Morning News, Jim Moroney, disse que seu jornal comprou ou iniciou cinco empresas para compensar os custos.

"Você pode ter o modelo de negócio integrado de um lado, e este pode ser a marca", disse David Skok, diretor do departamento digital do Global News no Canadá. "Mas, daí, você pode ter as empresas inovadoras do outro lado, que podem ter marcas únicas também. Não é um ou o outro."

Não deixe a reportagem enfraquecer

É importante que os meios de notícias experimentem ferramentas digitais e formas alternativas de contar histórias. Mas também é importante não ficar muito longe dos princípios das boas reportagens, de acordo com Jill Abramson, editora executiva do New York Times. Combine cada matéria com a plataforma que a complemente melhor, disse ela. "Há certas histórias que eu acho que são feitas para esse tipo de reportagem de narrativa multimídia rica", disse Abramson. "Em geral, essas são as que têm personagens intensas, que têm um eixo narrativo em que algo se desenrola e que se presta à tecnologia especial que você está usando."

Treine a próxima geração

Garantir que os jornalistas estejam devidamente equipados para lidar com as mudança digitais começa nas faculdades de jornalismo, disse Emily Bell da Universidade de Columbia. Jovens repórteres devem ser formados em áreas como análise de dados, estatísticas e programação, e aprender o valor do conhecimento especializado.

Andy Carvin, estrategista digital sênior da NPR disse que o estudante devem ser ensinado a promover, defender e ser responsável pelo seu trabalho nas mídias sociais, e como se envolver individualmente com os leitores. " Quero dizer 'se envolver' no sentindo de por que não usar essas ferramentas incrivelmente poderosas para falar com eles, ouvi-los e ajudar a todos a compreender um pouco melhor o mundo?" Carvin disse. "Nós agora cobrimos um mundo conectado. Já não podemos nos dar ao luxo de subestimar o papel do público na propagação de informações."

Leia o post completo de Robinson no MediaShift (em inglês).

Imagem usada com licença CC no Flickr, cortesia de starmanseries