Como dois jornais americanos mapearam os resultados das eleições 2012

por Margaret Looney
Nov 12, 2012 em Temas especializados

Quando os resultados das eleições começaram a chegar em grande velocidade, as redações estavam armadas com ferramentas para mapear o caos.

Após o final da apuração, os jornais Washington Post e USA Today entre outros veículos de notícia, compartilharam suas estratégias de mapeamento no encontro GeoDC Meetup: Election Mapping durante a Digital Capital Week.

Para o Washington Post, desenvolvedores trabalharam junto com repórteres políticos para criarem mapas cheios de contexto. Como os resultados eleitorais se desenvolvem em um ritmo rápido, não há tempo para analisar os resultados na hora. Um mapa faz um bom trabalho se "na medida que um estado é chamado, os números entram e mudam o mapa", disse a editora de gráficos Emily Chow.

O desenvolvedor Stan Wilson do USA Today destacou uma regra fundamental: "Não falhe na noite da eleição. Certifique-se de que seu aplicativo novo mantém estabilidade."

Depois de terem a oportunidade de refletir sobre o afluxo de dados, os repórteres políticos querem incorporar os widgets em suas matérias. Assim, os leitores não terão que sair da página para ver um gráfico, explicou Chow.

Este ano, o Washington Post deixou o Google Maps para usar o Leaflet, uma biblioteca de código aberto de mapas interativos. O Leaflet oferece um visual mais uniforme em mapas de projeção, como este da campanha presidencial.

O USA Today trabalhou com MapBox para criar mapas simplificados, complementando seu website redesenhado.

Simples mapas com vermelho e azul representando os partidos republicano e democrata não mostram a importância relativa dos estados para a contagem da eleição, disse o desenvolvidor do MapBox, Dave Cole. Cole ajudou a criar mapas como o mapa do Colégio Eleitoral para dar uma representação mais precisa da influência de cada estado.

Na noite da eleição, o USA Today recebeu atualizações a cada sete minutos da Associated Press. Os desenvolvedores transformaram e armazenaram as atualizações em um banco de dados, exibiram a informação através de uma interface de programação de aplicativos (API), e o browser de cada internauta criou a tela visual real.

Evan Caldwell da Esri, uma empresa de sistema de informação geográfica, trabalhou com emissoras locais de notícias como a WJLA para implementar mapas interativos com códigos Python para cobrir as eleições presidenciais e visualizar os resultados de Maryland e Virgínia.

Primeiro usados como ferramenta de crowdsourcing para envolver a comunidade, os mapas interativos da emissora atraíram cerca de 50.000 visualizações para sua cobertura do furacão Sandy e mais de 80.000 visualizações durante a noite das eleições, disse Caldwell.

Esri usou o rastreador de conteúdo Topsy para criar um mapa das tendências da eleição capturando dados do Twitter. Toda vez que alguém de um estado específico mencionou algo positivo ou negativo sobre Obama ou Romney, o mapa mudou de tons para refletir a mudança emocional. Você pode observar como se as tendências evoluíram entre 29 de outubro 29 e 6 de novembro em apenas um minuto.

Quer construir seus próprios mapas? Se você não tem habilidades de codificação, tente o Google Fusion Tables. A rádio WYNC usa a ferramenta de maneira simples, mas impecável.

Se você tem alguma habilidade de codificação, confira o site Leaflet de fonte aberta. Se você é um desenvolvedor (ou mesmo trabalha com um), confira o MapBox e o Esri. Ambos são gratuitos, com a opção de upgrade para uma maior flexibilidade e controle.