3 números para ter em mente ao medir analytics de sua matéria

porAshley Nguyen
Oct 2, 2015 em Diversos

Hoje em dia, repórteres podem medir o impacto de sua matéria usando muitas ferramentas. Mas para alguns jornalistas, todas essas métricas de tantas fontes são informação demais e às vezes os números até podem ser desanimadores.

Referente a tráfego, é pouco provável que sua matéria de investigação que levou meses para ser realizada irá superar um artigo de entretenimento chocante ou cobertura de um grande evento esportivo.

Ter poucas visualizações de página significa que sua história não causou um impacto? Muito provavelmente a resposta é não, mas você vai ter que cavar mais fundo para provar aos seus editores -- e a você mesmo -- que a sua matéria valeu a pena.

"Você tem que tratar a 'história' de sua matéria como qualquer outra matéria que você faz", Dana Chinn, diretora do Media Impact Project da Universidade do Sul da Califórnia, disse ao público da conferência da Online News Association (ONA) em setembro. "Você tem que pesquisar isso. Tem que obter os dados. Tem que cultivar fontes e tem que provar isso. Prove que você fez diferença. Prove que você escreveu uma matéria que importa."

A sessão de Chinn na ONA, intitulada Meaningful Measurement: An Audience-First Approach to Data” (Medição significativa: Uma Abordagem que Prioriza a Audiência), focou em três números que jornalistas podem usar para obter um quadro mais completo do impacto do seu trabalho:

Ache 1 pessoa por trás da visualização de página

Pense nas pessoas-chave que sua matéria pode ter afetado e certifique-se que viram a matéria. Se é um funcionário público ou privado que precisa vê-la, envie um recorte por correio ou email. Também pode acompanhar para ver se alguma mudança aconteceu por causa do artigo que você escreveu. Se alguém implementou uma mudança, isso pode significar que alguém importante leu a sua matéria.

"Apenas uma pessoa pode fazer a diferença", disse Chinn. "Não importa se a sua matéria tem um milhão de visualizações de páginas, se a história não impactou alguém... [ou] foi para as pessoas para quem mais importavam."

Use as ferramentas a sua disposição para determinar se o leitor fez 2 cliques na página

Talvez sua matéria inclua um vídeo, visualização de dados ou um link para outra reportagem que você fez sobre o mesmo tema. Pense em quanto tempo a pessoa passou na página antes de sair. E não se esqueça de examinar a taxa de rejeição, disse Chinn.

"A taxa de rejeição é: Eu vim, eu vi, eu vomitei", disse ela. "Tudo o que precisamos é uma porcaria de um segundo clique para reduzir a sua taxa de rejeição."

Gaste 15 minutos por dia para conseguir a história completa da sua matéria

Isto incluirá o tempo extra dedicado a olhar para a análise. Vai exigir que você mantenha uma pasta com o feedback que recebeu por emails, cartas ou mídia social. Todo esse tempo irá torná-lo mais consciente do que aconteceu depois que sua história foi publicada e moldar futuras continuações. Aqueles 15 minutos também podem ajudar você a entender melhor o seu público. Afinal, há sempre a possibilidade pequena que sua história não teve um bom desempenho porque não se conectou com os leitores.

"Noventa e nove por cento do seu tempo deve ser gasto em jornalismo", disse Chinn. "Na pesquisa, relatórios, desenvolvimento de fontes, análise de dados, redação, fotografia, edição, codificação, engajamento nas mídias sociais - tudo o que é essencial para o jornalismo hoje. Estou pedindo agora para adicionar analytics da audiência ao que é essencial para o jornalismo."

"Estas não são as métricas do momento", ela continuou. "Estas são as métricas que mostram a história completa de sua história. A vida de sua história não acabou em um dia."

Outros recursos

A análise de métrica pode ser muito confusa, Chinn reconheceu, mas saiba que você não está sozinho. Há outros recursos disponíveis para ajudar. O Media Impact Project tem guias direcionados para diferentes tipos de jornalismo e organizações (em inglês): 

Veja a apresentação inteira de Chinn pelo vídeo (em inglês).

Imagem principal © USC Annenberg.