A transmissão de vídeo móvel de qualidade chegará na TV?

por Christian Espinosa
Apr 7, 2010 em Jornalismo multimídia

Cedo ou tarde, como jornalistas – não importa o formato (rádio, TV ou imprensa)– , vamos ter que instalar em nossos telefones algum aplicativo de vídeo em tempo real para o trabalho diário em qualquer sala de redação que valoriza a notícia e a distribuição e interação do conteúdo com novas audiências.

Basta pensar na Copa do Mundo de Futebol, que vem reformular a ideia da produção do vídeo ao vivo. Por agora, a diferênça básica para transmissões em tempo real de alta qualidade com telefonia móvel é o Qik Premium. Existe outro aplicativo que já oferece HD? Bem, com um Nokia N97 isso já é possível para a reportagem.

No meu caso, experimentamos o Qik Premium com um N97 durante um workshop de jornalismo móvel que fazemos com estudantes universitários aqui no Equador e em um curso especializado para a redação do jornal El Mercurio, onde os jornalistas de “imprensa” levam smartphones para suas coberturas.

Se a sua sala de redação não tem dinheiro para N97, deveria ter, pelo menos, um telefone tipo Nokia N95 com wifi, Internet móvel e aplicativos que sustentam vídeo ou fotos ao vivo. Comece aplicando-o em seções como esportes ou eventos. Ele nos deu bons resultados.

Há poucos anos, seria ilógico que um correspondente de TV, por exemplo, fosse a um evento dependendo exclusivamente de um cinegrafista ou de um sinal para transmitir ao vivo, algo que suas audiências precisam já.

Hoje, alguém imagina um editor enviando um fotógrafo a um evento urgente sem uma câmera de qualidade? Não seria estranho também que esse fotógrafo ou jornalista que cobre a fonte não leve um computador para se conectar à Internet e publicar no mesmo instante ou transmitir vídeo em tempo real?

Outro dado curioso é que não é a TV mas os meios “impressos” na Internet que estão dando a pauta. De fato, este workshop será reproduzido em um seminário para o grupo de mídia Capriles da Venezuela, que não é só um grupo de TV mas também de imprensa, muito interessado no tema. Vamos experimentar?

Dicas básicas

- Manter o telefone celular bem carregado se não queremos que a transmissão ao vivo seja interrompida.
- Cuidado com o áudio em ambientes barulhentos.
- Aproveitar o flash no Nokia 97 para vídeo em ambientes escuros. Se você tem câmera para chamadas de vídeo, pode usar esta câmera para o jornalista gravar suas próprias apresentações.
- Testar a sincronização depois com o Facebook, Twitter e You Tube.
- Estar atento para acompanhar as mensagens que podem chegar via chat durante a transmissão, inclusive as reações no Twitter. Na verdade essa interação levará ao ideal.
- Se você não tiver um telefone Nokia da série N, o Bambuser é uma alternativa. Livecast também dá bons resultados, apesar de não ter a mesma qualidade.
- Não existe Qik Premium para iPhone ou Blackberry ou outros telefones. Mas podemos testar a versão padrão para esses telefones. No Android, tente com Ustream.
- Evitar planos rápidos, pois causam barulho.
- Colocar os títulos no próprio telefone antes de começar a transmitir.
- Sincronizar as mensagens de SMS para Twitter e enviar pelo menos o texto.


Christian Espinosa é diretor do site www.coberturadigital.com, consultoria e capacitação em novas mídias. Professor de Jornalismo Digital e Estratégias de Comunicação Online. Acompanhe a Cobertura Digital no http://twitter.com/coberturamovil. Escreva para director@coberturadigital.com.