O que o índice global de dados abertos mostra sobre a África e o mundo

porStephen Abbott Pugh
Jan 21, 2016 em Jornalismo de dados
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Que dados abertos estão disponíveis de governos ao redor do mundo, em que formatos os dados estão disponíveis e como você pode facilmente encontrá-los ou usá-los?

Essas são as perguntas respondidas pela Open Knowledge, que publicou seu terceiro índice global de dados abertos comparando os dados disponíveis de 122 países para produzir um ranking internacional anual.

De gastos do governo e emissões de poluição a concursos públicos e posse da terra, o índice define padrões para conjuntos de dados que podem ser aplicadas para qualquer país. A equipe global de voluntários da Open Knowledge reuniu links para conjuntos de dados que são avaliados em termos de abertura e disponibilidade. Isso torna mais fácil para que todos possam ver que dados abertos estão disponíveis para cada país e fornece links para conjuntos de dados onde quer que residam.

Taiwan superou o índice pela primeira vez em 2015, batendo o Reino Unido depois de dois anos. Seis países dos 10 primeiros da lista são europeus, ao lado da ColômbiaAustráliaUruguai e Estados Unidos.

No geral, o índice deste ano constatou que os dados disponíveis estão realmente menos abertos com apenas 9 por cento dos dados disponíveis satisfazendo os requisitos da Definição de Código Aberto, comparando a 12 por cento em 2014, apesar de que um maior número de conjuntos de dados foram listados em 2015.

No Code for Africa, nós trabalhamos pela liberação de dados abertos melhores e mais confiáveis ​​de governos africanos, apresentando como esses dados podem ser úteis ou valiosos para os cidadãos normais através de mensagens de texto e aplicativos simples. Nossa equipe ajudou a Open Knowledge a recolher detalhes de dados abertos disponíveis na África do Sul, Ruanda e Quênia para o índice de 2015.

Após a primeira Conferência Africana de Dados Abertos na Tanzânia, em 2015, é útil ver o desempenho dos países africanos no índice e que lições podemos aprender com ele, pois muitos estão formando suas políticas de dados abertos.

Ruanda superou os países africanos representados no índice, saltando 30 lugares de 2014 para 44 em 2015. O país está em processo de realização de uma consulta pública sobre a sua primeira política nacional de dados abertos e pode tirar lições do índice em 2015 em termos de áreas onde os conjuntos de dados poderiam ser mais abertos ou mais disponíveis.

Enquanto isso a África do Sul, que atualmente preside a Parceria para Governo Aberto, caiu 18 lugares para a 54ª posição e tem que fazer mais para que os dados de localização, gastos do governo e mapeamento nacional sejam disponíveis. A África do Sul foi seguida no ranking por SenegalBurkina FasoBenin e Quênia. Nem todos os países africanos foram representados no índice, mas o fraco desempenho de países como Nigéria e Etiópia mostram que há muito progresso ainda a ser feito.

Dados abertos representam uma oportunidade de negócio significativo para muitos países e há exemplos internacionais sobre a melhor forma de promover uma comunidade aberta de dados para países que buscam subir nos rankings internacionais no próximo ano.

Um estudo realizado pela PWC no Reino Unido descobriu que cada libra investida em um desafio de dados abertos com foco em negócios gerou entre £5 e £10 em valor para a economia em geral. E iniciativas internacionais como o Global Open Data for Agriculture and Nutrition demonstram as melhorias que os dados abertos podem trazer para processos agrícolas quando todos os atores trabalham juntos para enfrentar os desafios.

Se você estiver interessado em dados abertos em seu país, confira sua posição no índice de 2015 e clique no nome do local para chegar até a página específica onde você pode encontrar links para todos os conjuntos de dados abertos disponíveis, bem como áreas sugeridas que o governo do seu país poderia trabalhar para melhorar a sua classificação para o próximo ano.

Imagem principal sob licença CC cortesia de peasap