O que esperar ao participar de sua primeira hackatona

por Ashley Nguyen
Nov 10, 2015 em Jornalismo digital

Ir a uma hackatona pode ser uma maneira bacana para desenvolver ideias com outras pessoas e vê-las se tornarem realidade. Os desenvolvedores trabalham com códigos por horas. Os designers tornam os projetos visualmente atraente. Analista de dados dão sentido a informações densas.

Mas hackatonas são também para os jornalistas. Mesmo que você seja um jornalista ou editor de imprensa tradicional, todo mundo tem seu lugar nas hackatonas.

Cada equipe precisa de um contador de histórias. Você pode escrever um texto para um site ou aplicativo ou construir uma narrativa para apresentar o projeto aos seus colegas no final do evento. E, com o crescente número de repórteres multitalentosos, pode ser você quem escreve linhas de código, análise de dados e design.

"Hackatonas são uma das melhores maneiras de entender como a criação acontece", disse Erika Owens, gerente de programa para o Knight-Mozilla OpenNews. "Quando hackatonas funcionam muito bem, são um grupo de pessoas em torno de uma mesa e cada pessoa traz um conjunto de habilidades diferentes."

Se você é um jornalista que quer experimentar com storytelling digital, mas se sente um pouco intimidado em trabalhar com a equipe de tecnologia do seu canal de notícias, experimente ir a uma hackatona. Pode servir como um pequeno ambiente de teste para ver como é desenvolver uma ideia com outros.

"Mesmo em uma redação, nós trabalhamos muito isolado", disse Erika. "Nós nem sempre sabemos o que nossos colegas estão fazendo. Uma hackatona é uma maneira rápida para trabalhar em um projeto pequeno e ver como todos nós colaboramos e somos capaz de aplicar esse conhecimento mais tarde, para que você saiba como estruturar uma pergunta quando pedir a ajuda de um designer ou um desenvolvedor."

Aqui está o que esperar quando você for a sua primeira hackatona:

Onde encontrar uma hackatona para participar 

Fique de olho nos grupos locais da Online News AssociationHacks/HackersOpen Knowledge Foundation e brigadas do "Code For". Todas as quatro organizações têm comunidades internacionais e muitas vezes realizam eventos que podem estar mais perto de sua cidade. Alguns museus locais, ONGs e governos também fazem hackatonas, então siga-os no Facebook ou Twitter para manter-se atualizado.

Organizações de notícias também são ativas, por isso, se você estiver disposto a viajar para uma cidade importante, fique a par sobre quem está fazendo o quê. (This American Life fez uma hackatona de áudio no início de setembro de 2015, Fusion sediou a RiseUp hackathon no ano passado em Nova York e Miami, e BBC News Labs organiza uma série de eventos #newsHACKS em Londres e em outras cidades).

Se você é corajoso o suficiente para convencer o seu patrão, crie uma hackatona para sua redação. Confira este modelo para projetar hackatonas para as melhores práticas e maneiras de começar.

Compromisso de tempo

Depois de encontrar uma hackatona e chegar lá, é hora de ficar confortável. As hackatonas podem durar várias horas, um dia de trabalho, alguns dias ou um fim de semana. Lembre-se que você estará trabalhando com uma equipe para produzir um projeto semi-pronto, por isso, se não puder comparecer a todo o evento, pode acabar deixando seus companheiros de equipe na mão se sair mais cedo. Não se desanime, porém: Contanto que você avise os organizadores e companheiros antes, vai ficar tudo bem.

Equipes

Cada organizador de hackatona estrutura equipes de uma maneira diferente. Aqui estão algumas situações a esperar:

  • Equipes de formato livre: Você chega na hackatona, eles explicam o cronograma e, em seguida, pedem-lhe para formar sua própria equipe. Pode parecer estranho se aproximar dos outros, mas apenas tente encontrar um grupo de pessoas que se beneficiarão com suas habilidades.
  • Equipes formadas de antemão: Hackatonas geralmente são promovidas pelo menos uns meses antes da data prevista. Encontre alguém para ser parceiro para que você não vá ao processo sozinho. Se a página do evento tem um link para páginas de projetos HackDash ou Devpost, veja se os participantes já estão postando ideias. Se você encontrar algo com quem pode contribuir, junte-se a essa equipe.
  • Organizadores criam as equipes: Quando você se registra para uma hackatona, podem perguntar que tipo de habilidades você tem. Isso ajuda os organizadores a criarem equipes equilibradas (ou seja, com programadores, jornalistas, designers e gerentes de projeto).
  • Formação de equipes em torno de um tema no dia do evento: Hackatonas com um tema central podem pedir aos participantes para oferecer suas ideias no início do evento. Após as sugestões, outras pessoas podem participar de uma equipe com base onde eles podem oferecer mais valor.

Mostre os frutos do seu trabalho 

Durante o período de criação do projeto na hackatona, sua equipe deve estar pensando sobre a apresentação também. Depois do tempo acabar, você vai ter que explicar o que você fez com seus colegas participantes. Decida quem vai falar, quem deve fazer os slides e quem vai demonstrar o projeto.

Os organizadores podem pedir para criar uma página no HackDash ou Devpost, que irá ajudá-lo a se manter em contato com companheiros de equipe após o evento, lembrar-se do que você fez e permitir mostrar aos amigos e colegas de trabalho o que realmente transpareceu na hackatona.

Lembre-se que você acrescenta valor

Tenha em mente que existem habilidades tecnológicas difíceis e fáceis. Jeanne Brooks, diretora de comunidades globais do DataKind e especialista em design de hackatona, valoriza ambas.

"[A tecnologia] vai da ciência da computação a tuitar", disse Jeanne. "Não é necessário ter diploma de mestrado em ciência da computação ou saber codificar em três línguas, a fim de construir algo online. Todos nós que fazemos parte do ecossistema de tecnologia desempenhamos um papel igualmente importante no desenvolvimento de uma solução nova."

Tem algum conselho para os outros que participam de uma hackatona pela primeira vez? Fale para nós no Twitter @IJNet.

Imagem principal sob licença CC no Flickr via TechCrunch