Jornalista do mês da IJNet: Nassim Lakehal

porمي اليان
Jul 6, 2011 em Jornalismo digital

A cada mês, a IJNet apresenta um jornalista internacional que exemplifica a profissão e usa o site para promover sua carreira. Se você gostaria de ser apresentado ou quer nomear uma pessoa, envie um e-mail com uma curta biografia (menos de 150 palavras) e um parágrafo sobre como usa os recursos da IJNet, clique aqui.

O jornalista deste mês é Nassim Lakehal, um jornalista online da Argélia.

IJNet: Onde você trabalha atualmente? Onde você já trabalhou no passado?

N.K.: Estou trabalhando atualmente como consultor de mídia digital para o Al-Yaum, o site de um jornal saudita. Junto com o meu colega Bashir Rahmani, relançamos uma nova versão do site em janeiro.

Anteriormente, trabalhei para várias organizações de mídia, incluindo os diários argelinos Echorouk e Al-Sabah Al-Jadid. Eu também estava no comando do site do jornal El-Khabar. Trabalhei extensivamente como correspondente da Argélia para uma série de organizações regionais e internacionais de mídia, incluindo o jornal do Kuwait, Al Qabas, Radio Sawa e MBC.

No entanto, minha maior experiência profissional foi trabalhar para o jornal Echorouk. Trabalhei com eles desde a sua primeira edição, e depois como seu editor online de 2005 a 2009...

Também comemorei recentemente o lançamento do portal da imprensa do argelina, um site que criei com Rahmani.

IJNet: Como você usa a IJNet?

N.K.: Fui apresentado à IJNet em 2008. Foi um virada na minha carreira. O site me deu a oportunidade de participar de um par de cursos online com o ICFJ, um sobre a construção de sites de notícias e outro sobre a liberdade de expressão na era da mídia digital.

IJNet: Você trabalhou em um campo diferente antes do jornalismo?

N.K.: Eu passei toda a minha carreira na mídia. Eu mergulhei definitivamente no jornalismo no final de 2000 e começei como um repórter cobrindo questões políticas para o Echorouk. Atualmente estou fazendo também um mestrado em jornalismo, trabalhando em uma tese intitulada "Informações de fontes de segurança na imprensa argelina."

IJNet: Conte-nos sobre seu site. Houve desafios técnicos?

N.K.: Eu tinha a idéia na minha mente durante anos. Queria construir um site especializado em assuntos de jornalismo e nova mídia. Nós lançamos oficialmente o nosso site em 11 de junho de 2010. Alguns colegas pediram-nos para expandi-lo para ser um site de notícias mais abrangente, mas explicamos que nosso principal objetivo é criar um site especializado em assuntos da mídia.

Nós não tivemos quaisquer problemas técnicos. Bashir Rahmani, co-fundador, é um dos melhores engenheiros na área de programação e Web design. Recentemente, ele assinou um contrato com uma instituição especializada para aumentar nossa segurança digital, em decorrência do aumento do tráfego no nosso site.

IJNet: O site gera renda suficiente para você viver?

N.K.: O site atualmente não tem qualquer receitas de publicidade. Nós cobrimos os custos do nosso próprio bolso. O que nos preocupa agora é desenvolver o site e manter o seu crescimento. Na verdade, um monte de colegas nos perguntam sobre as nossas fontes de financiamento e lhes dizemos: queremos primeiro aumentar o crescimento do site. A este respeito, não estamos com pressa. Nossa esperança é que o site seja bem sucedido.

IJNet: Qual é o seu maior orgulho no trabalho até agora?

N.K.: Tenho orgulho de várias matérias. Eu trabalhei em um artigo longo sobre o Observatório Nacional de Direitos Humanos, que foi muito comentado em 2001, e outra reportagem de investigação publicada em uma série de oito reportagens sobre a pobreza na Argélia, juntamente com meu colega Marwan Baltarsh.

Também estou orgulhoso de uma matéria de investigação centrada em um caso de identidade equivocada. Um funcionário que trabalhava em um ministério na Argélia teve sua vida transformada em um inferno, porque ele tinha o mesmo nome de um terrorista que as autoridades estavam procurando. Descobrimos através da investigação que "Abdul Hamid" não foi apenas uma vítima da semelhança do nome, mas também uma vítima de um complô por parte de pessoas de interesse no poder.

Eu também trabalhei com a equipe do Echorouk para cobrir o chamado "julgamento do século" na Argélia, o escândalo do Banco Califa, a maior fraude financeira na história do país. Depois da nossa cobertura deste julgamento, o meu colega Ramadan Belamre e eu escrevemos um livro que chamamos de "Terremoto do Califa" [...]. No entanto, algumas pessoas intervieram e o projeto foi abortado antes de ter sido impresso; esperamos que o livro possa ser publicado no futuro.

IJNet: Que conselho você daria a quem aspira ser jornalista?

N.K.: Ternha certeza de que a sua consciência e profissionalismo não estão à venda, não importando as circunstâncias -- caso contrário, é melhor você sair deste campo o mais cedo possível, porque [o jornalismo] tem mais responsabilidades do que um trabalho simples. Não deixe que a fama seja sua grande preocupação, mas pergunte a si mesmo: "O que eu posso dar a esta profissão" [...] Cada palavra que você escreve ou transmiti ou publica vai fazer parte de uma história que não vai perdoar.