Jornalista do mês da IJNet: Melisande Middleton

por IJNet
Jul 4, 2012 em Jornalista do mês

A cada mês, a IJNet apresenta um jornalista internacional que exemplifica a profissão e usa o site para promover sua carreira. Se você gostaria de ser apresentado, envie um e-mail com uma curta biografia e um parágrafo sobre como usa os recursos da IJNet aqui.

A jornalista do mês, Melisande Middleton, vinda dos Estados Unidos e França, é co-fundadora e diretora do Center for International Media Ethics (CIME). Middleton ficou sabendo sobre um seminário de treinamento do European Journalism Institute através da IJNet. Lá conheceu um grupo de profissionais com quem formou o CIME. Ela agora mora em Londres.

IJNet: Qual é a sua experiência em jornalismo e onde você trabalha agora?

Melisande Middleton: Eu sou co-fundadora e diretora do Center for International Media Ethics (CIME). Depois de ter trabalhado como um jornalista financeira para o Les Echos, agora estou treinando para ser advogada de mídia em uma empresa líder de Londres.

IJNet: Como a IJNet lhe ajudou?

MM: Depois de ter visto o anúncio de um seminário de treinamento de uma semana no boletim da IJNet, eu conheci um grupo de jovens profissionais entusiastas em 2007 no seminário focado em ética e economia para jornalistas. No final da semana, o grupo compartilhou uma visão e o desejo de dar um passo adiante. Dentro de poucos meses, o CIME surgiu como uma organização formal internacional sem fins lucrativos para ajudar os profissionais de mídia a elevar os padrões éticos em seu trabalho. Hoje, muitos funcionários do CIME continuam a ler o boletim da IJNet semanalmente para identificar oportunidades de jornalismo que podem beneficiar os jornalistas do CIME ou expandir a rede do CIME.

IJNet: Como você tem ideias de pauta?

MM: Isso depende do editor ou publicação de notícia para o qual que estou escrevendo. Atualmente, eu foco meu trabalho escrito em matérias que se relacionam com a ética na mídia, uma vez que este é o nosso foco no CIME. Encontro ideias lendo notícias de tantas fontes quanto possível e tentando identificar quais questões éticas estão surgindo como resultado das tendências atuais no jornalismo, mídia social ou tecnologia. O jornalismo está mudando muito rapidamente como resultado da Internet e tecnologias associadas, trazendo novas questões de ética para nossa atenção todos os dias.

IJNet: Qual foi seu melhor trabalho até agora?

MM: Eu amo escrever e sempre gostei de produzir artigos de notícias. No entanto, neste momento eu considero que a minha melhor contribuição para o campo do jornalismo é ter construído o CIME. Agora, cinco anos depois, o CIME implementa sensibilização, formação e capacitação na área de ética jornalística profissional. A rede do CIME atualmente abrange 96 países e visa melhorar as normas de ética jornalística em tantos locais quanto possível. No dia 23 de setembro de 2011, mais de 300 jornalistas de 11 países juntaram-se à primeira oficina do Dia Internacional de Mídia Ética (IMED) organizada pelo CIME.

IJNet: Que conselho você daria a quem aspira ser jornalista?

MM: Primeiro, obtenha experiência de reportagem, assim que puder. Qualquer tipo de experiência de trabalho na sua comunidade local, escola ou universidade vai ajudar a mostrar a um potencial empregador ou editor que você sabe como entregar uma matéria sólida. Comecei co-fundando o meu jornal escolar no ensino médio e, em seguida, trabalhei para o jornal da minha universidade. Essas experiências soam clichê, mas são realmente o que faz com que você consiga seu primeiro emprego ou estágio em uma redação. Segundo, se você pode obter um diploma universitário, estude um tema que pode então se tornar a sua especialidade como repórter. Estudei economia e tornei-me uma jornalista de economia. Sempre me disseram que experiência de trabalho ou uma especialidade em algo diferente do jornalismo são mais úteis do que a faculdade de jornalismo em si. Agora que eu segui esse conselho, posso definitivamente dizer que funcionou para mim: armado com um portfólio de reportagens publicadas (em sua agência de notícias local/comunidade) e uma vantagem comparativa (o assunto da sua especialidade), você está no caminho certo.