Equipe interativa da rede Fusion quer mudar a maneira como o público interage com histórias

por Carolina Wilson
Sep 2, 2014 em Diversos

Era uma vez em que contar histórias envolvia o uso de palavras, imagens ou vídeos.

Mas usando inovações digitais como jogos, a equipe interativa da Fusion, uma rede digital e de TV, recusa-se a considerar "storytelling" como criação de conteúdo para mero consumo. Estes inovadores querem mudar a maneira como as pessoas interagem com as histórias.

"Como a Fusion diz, tem tudo a ver com a fusão", disse Mariana Santos, diretora interativa e de animação da equipe. "Queremos fundir alguns princípios fundamentais da tecnologia e uma equipe editorial e de dados com o design e a narrativa."

A equipe interativa é a mais recente adição à Fusion, um empreendimento conjunto entre a Univision Communications e a rede de televisão Disney/ABC. Mariana e sua equipe compartilharam as atualizações de seus projetos mais recentes durante um encontro do Hacks/Hackers Miami na sede da Fusion.

Mariana não está apenas mudando o jornalismo na redação da Fusion. Durante seu tempo como bolsista do Knight International Journalism Fellowship, através do Centro Internacional para Jornalistas, ela criou o movimento Chicas Poderosas para capacitar e treinar mulheres a se envolverem mais nas redações em toda a América Latina.

Anteriormente, Mariana trabalhou como membro da equipe interativa do jornal Guardian de Londres. Quando a Fusion lhe ofereceu seu cargo atual, ela pediu para trazer sua equipe: Miguel Costa entrou como desenvolvedor de experiência de usuário e interface e Kit Cross como um desenvolvedor interativo.

Desde então, a equipe vem tentando "trazer um pouco mais de estilo de arte, tradição cinematográfica e multimídia às notícias online, tornando a notícia mais interessante", disse Mariana. Os projetos da Fusion têm usado técnicas de contar histórias únicas, incluindo um projeto com o New York Times.

A revista do New York Times tem publicado trechos do novo livro de Jake Halpern, "Bad Paper: Chasing Debt From Wall Street to the Underworld". Em colaboração com o revista, a equipe da Fusiou criou “Bad Paper: The Debtor Game”, um jogo/plataforma digital que permite ao público entender melhor a questão da dívida financeira.

Mariana disse que o Fusion é um "ambiente de startup". Então, quando considera ou não assumir um projeto, como o "Bad Papel", a equipe pensa nas diversas variáveis.

"Uma das coisas sobre a qual eu realmente preciso ser convencida é quantas pessoas o projeto vai atrair. Tem que ser algo que tenha tração social, porque você precisa da audiência", disse Daniela Stepensky, líder de produto da Fusion.

Para Mariana, um projeto vale a pena ser executado, se "os dados estão completos e são interessantes e diz algo que você de outra forma não saberia."

Segundo o cofundador do Hacks/Hackers Miami, Dan Grech, Miami tem muito a aprender com a criatividade da equipe interativa.

"A Fusion está trazendo o talento internacional mais extraordinário para Miami. O impacto da Fusion vai ser muito maior do que apenas o que você faz para o site e esta organização de mídia", Dan disse enquanto se dirigia à equipe interativa. "Vocês vão mudar o jornalismo em Miami."

Este artigo apareceu originalmente no blog da Knight Foundation e é publicado na IJNet com permissão.

Carolina Wilson é uma jornalista freelance com base em Miami.

A foto principal mostra, da esquerda à direita, o desenvolvedor interativo Cruz, a diretora interativa e de animações Mariana, o artista infográfico Victor Abarca, o estagiário de edição de filmes Raphael Santiago, o designer de UX&UI Costa, o cartunista editorial Andre Dubbin, o diretor de arte Ken Hernandez e o criador de infográficos Simon Ducroquet. Fonte: Fusion. Imagem de Mariana Santos por Carolina Wilson.