Da ideia ao produto: Lições aprendidas no treinamento sobre design da Online News Association

por Margaret Looney
May 22, 2013 em Diversos

Quando a inspiração acontece, é tentador se jogar de cabeça. Mas aspirantes a empreendedores jornalísticos podem se beneficiar em aprender uma abordagem de design para a criação de projetos de mídia.

Líderes digitais da Online News Association conduziram uma sala cheia pelo processo de desenvolver um projeto durante o ONA dCamp no Washington Post.

A sessão de criação gerou ideias como um aplicativo móvel para fornecer notícias a quem não sabe ler, plataformas de intranet para eliminar e-mail no trabalho, e um aplicativo de Twitter que automaticamente produz hashtags e tuites.

A IJNet assistiu à apresentação e resumiu estas dicas sobre como desenvolver um conceito do início ao fim:

  • Crie um design centrado no ser humano. Reggie Murphy do Electronic Ink fez algumas recomendações para manter o usuário no ponto de foco do projeto. Seja empático. Não pense apenas sobre o que o usuário pode querer de um produto, mas como o projeto e seus serviços fazem o usuário se sentir. Construa para pensar, em vez de pensar para construir. Em outras palavras, nos estágios iniciantes, não perca tempo demais na estratégia. Em vez disso, tenha ideias baseadas no instinto humano.

  • Construa uma persona para identificar o seu público. Kennedy Elliot do Guardian sugeriu a criação de um arquétipo imaginário baseado no que você sabe sobre o seu público-alvo real. Crie um visual tangível da persona imaginária. Uma persona ajudar você a se conectar com seu público-alvo e permite uma melhor empatia com seus usuários pretendidos. Este arquétipo deve basear-se em dados demográficos e não apenas na idade, sexo e localização básicos.

    Crie um retrato incrivelmente detalhado de sua persona. Quais são as suas preocupações, pequenos prazeres, hábitos alimentares, passatempos e traços de personalidade? Não crie o seu projeto para um público que espera alcançar, mas sim para aquele que vai usar o seu serviço de forma realista.

  • Faça um "brainstorm" como uma criança. Yuri Victor do Washington Post estimulou os participantes a pensarem fora do convencional. Não deixe que o medo de ter uma ideia boba interrompa o processo criativo. Isso não é hora para julgamentos ou advogados do diabo. Haverá tempo mais tarde para enxugar as ideias. Nesta fase, concentre-se apenas em anotar todas as ideias malucas que vêm à mente.

  • Que o protótipo seja um processo informal. Depois de se dedicar a um problema que você gostaria de abordar e quem poderia se beneficiar com isso, é hora de pensar em como. Crie um esboço de sua ideia. Murphy explicou por que protótipos são essenciais: é uma maneira de falhar de forma rápida, segura e barata. Dá a chance de obter um feedback mais cedo e ter uma visão sobre o que funciona e o que não funciona. Por sua elaboração, concepção e simplificação do concepção, criar protótipos cedo lhe dá uma chance de ajustar e adaptar o seu produto.

  • Crie um cenário para seu protótipo. Depois de receber seu feedback inicial, você pode mexer com seu design. Laura Cochran da Digital First Media sugeriu antecipar um cenário em que sua persona está interagindo com seu novo design, ferramenta ou serviço. Imaginar uma situação específica como esta ajuda a garantir que o produto não mudou muito de sua ideia original e público pretendido.

    Margaret Looney, assistente editorial da IJNet, escreve sobre as últimas tendências de mídia, ferramentas de reportagem e recursos de jornalismo.

    Imagem de participantes do ONA dCamp, cortesia de Jennifer Mizgata