Chaves para um engajamento inovador

porCorinne Podger
Oct 28, 2019 em Engajamento da comunidade
Engagement Innovator Summit

A entrada para o primeiro evento de engajamento inovador foi esgotada muito antes de começar em Nova York: uma evidência de sua abordagem não convencional para o jornalismo, com discussões, sessões interdisciplinares, bolsas de diversidade e clubinho infantil gratuito.

A coorganizadora da conferência e cofundadora do HearkenJennifer Brandel, disse à IJNet que sua meta para a cúpula é redefinir o “engajamento” com o público e comunidades.

IJNet: "Engajamento" é uma palavra muito trabalhada em jornalismo e pode significar qualquer coisa, desde alguém clicar na sua matéria até criar conteúdo com os membros da audiência. O que significa para você no contexto deste evento?

Brandel: No momento, engajamento significa coisas diferentes, dependendo de como você posiciona o público. Se você está posicionando-os como consumidores, busca engajamento através da lente de cliques, curtidas, compartilhamentos, profundidade de rolagem e tudo mais. Se você está vendo o público como um cocriador, busca a qualidade e a profundidade de um relacionamento. E se você considera o público como um acionista, quer um engajamento no sentido se estão se registrando para os boletins informativos, fornecendo informações, contribuindo e assinando seu conteúdo.

Estamos entrando em uma nova era na qual nossa língua se tornará muito mais sofisticada quando começarmos a ver as nuances entre os tipos de engajamento. A conferência existe para ensinar às pessoas estratégias comprovadas, como tratar o público como um parceiro, como igual, e não como público ou consumidor.

Nosso objetivo também é fazer com que as pessoas aprendam estratégias que elas estejam entusiasmadas em empregar e não desistam na crise pós-conferência — o que já aconteceu muito comigo muito: você tem um ótimo caderno cheio de ideias sobre a sua editoria ou na sua mochila e coleta poeira porque nunca consegue tornar realidade. A última sessão do evento foi sobre como apresentar ideias inovadoras para seu chefe ou colegas, para que você possa levá-las a bordo e seguir em frente.

Quais foram os principais temas da cúpula?

Sentimos que havia três temas ausentes em outras conferências de jornalismo. Primeiro, melhorar a arte de ouvir. É fácil para um repórter supor que sabe ouvir porque isso faz parte do seu trabalho, mas estamos ensinando algumas maneiras diferentes de ouvir, como a escuta qualitativa que os profissionais de saúde utilizam ou ouvir a comunidade por meio de dados.

Segundo, estamos olhando para eleições engajadas — tentando ajudar as redações a evitar a cobertura acelerada para as eleições e, em vez disso, fazer algo que é mais público ou centrado no público, em vez de apenas seguir o que os políticos estão dizendo.

Na terceira faixa, [falamos] sobre indústrias adjacentes e o que podemos aprender sobre o engajamento que, espero, ajude a polinizar cruzadamente o jornalismo.

O que você espera que os participantes tirem dessas sessões interdisciplinares?

Toda organização, com ou sem fins lucrativos, está tentando prestar um serviço que seja valioso para alguém. Então, como diferentes indústrias pensam sobre as pessoas que estão servindo — como as envolvem, como as tratam, como as acompanham, como colaboram e com quem colaboram -— há muito a aprender com as indústrias que estão fazendo melhor [em algumas dessas coisas] do que jornalismo.

Uma dessas sessões incluiu agentes comunitários de saúde que saem para ouvir as histórias das pessoas, ajudando-lhes a navegar no sistema médico e economizar dinheiro. Outra sessão [analisou] o que o jornalismo pode aprender com as equipes esportivas profissionais, porque os fãs estão entre as pessoas mais engajadas. Também tivemos um historiador de arte que ensina médicos sobre como observar pinturas, para que possam aprender a tomar melhores decisões em tempos de grande ambiguidade e ser mais observadores.

A acessibilidade é uma grande prioridade para a conferência. Você ofereceu uma creche gratuita e bolsas para apoiar apresentadores e pessoas de diversas origens. Conte mais sobre isso.

Fomos inspirados por uma grande conferência chamada SRCCON, porque eles sempre tiveram creche para crianças e queríamos fazer o mesmo. Muitas pessoas aproveitaram isso.

Os subsídios dos apresentadores vieram porque muitas conferências não permitem nenhum orçamento para isso e isso me parece realmente injusto. Para apresentadores de fora de Nova York que não tinham um lugar para ficar, oferecemos um pouco mais como um agradecimento por dedicar tempo e esforço nessa geração de valor para muitas pessoas.

As bolsas de diversidade foram fornecidas pelo Hacks/Hackers para apoiar pessoas que de outra forma não poderiam participar. Eu gostaria que tivéssemos mais patrocinadores ou apoiadores que pudessem oferecer mais benefícios, porque tínhamos mais pessoas solicitando-os do que podíamos conceder, mas estou feliz por poder oferecer algum apoio este ano e, espero, mais nos próximos anos .


Os recursos pesquisáveis ​​e os slides das sessões da conferência estarão disponíveis para download no site do Hearken aproximadamente um mês após a conferência. Siga-os no Twitter para descobrir quando eles estiverem disponíveis.

Esta entrevista foi resumida e editada.

Imagem principal cortesia de Jennifer Brandel