Relatório: Número alto de jornalistas foi alvo de sequestros em 2010

por Dana Liebelson
Jan 16, 2011 em Segurança do jornalista

O jornalismo é uma profissão perigosa em muitas partes do mundo, concluiu o relatório sobre a segurança dos jornalistas em 2010 realizado pelo grupo Repórteres Sem Fronteiras.

No ano passado, 51 jornalistas foram seqüuestrados e usados como moeda de troca, segundo o relatório. Este foi um salto substancial comparado com 2008, que teve apenas 29 casos. Embora menos jornalistas tenham sido mortos em 2010 do que em anos anteriores, a violência contra jornalistas continua a diversificar, ocorrendo em novos países e regiões.

Segundo o relatório, os jornalistas são vistos cada vez menos como observadores imparciais. Eles são presos com o objetvo de chamar a atenção para uma questão, enviar uma mensagem ao público e fazer com governos cumpram com exigências. Em 2010, esse risco foi particularmente elevado para os jornalistas no Afeganistão e na Nigéria.

Em geral, os três países mais perigosos para jornalistas continuam a ser o Paquistão, Iraque e México. No entanto, este ano, 57 jornalistas foram mortos em decorrência de seu trabalho em 25 países. Este é o maior número de países desde que o RSF começou a fazer o estudo em 1995.

Para saber mais sobre a segurança, censura e opressão de jornalistas, leia o relatório em inglês) aqui.