Proposta inovadora de jornalismo animado mostra histórias de El Salvador

porvgimenez
Feb 15, 2012 em Jornalismo digital

Jornalistas às vezes esquecem que palavras não são a única maneira de contar uma história.

A não-ficção gráfica está se tornando uma maneira cada vez mais importante para jornalistas e artistas atingirem o público e explorarem a capacidade da Web de contar histórias.

Um projeto bem-sucedido vem de um site de notícias no El Salvador chamado El Faro, ou "farol" em espanhol, que lançou uma série inovadora de desenhos animados em multimídia que conquistou a atenção da audiência local.

A partir de 2010, o site de San Salvador publicao sete delas como uma série intitulada Historias Urbanas. Essas "histórias urbanas" contam eventos reais de traficantes de drogas à corrupção em forma de desenho animado através de clips modernos que variam de cerca de 13 a 20 minutos de duração. El Faro tem uma segunda série prevista para lançamento no final de 2012 ou início de 2013. Todos elas podem ser acessadas ​​a partir do site ou no YouTube.

"Eu acho que o jornalismo está faltando um brilho", Oscar Luna, coordenador de multimídia do El Faro disse à IJNet. "Pode ser jornalismo sério, mas o jornalismo não deve se levar tão a sério e sim tentar ser mais acessível."

Luna acredita que a notícia deve ser atraente para os leitores e criar um gancho visual ajuda a atraí-los "Quando estamos avaliando as histórias de jornalistas, muitas vezes são apenas textos longos. Sempre digo: 'Isso poderia ter sido feito diferente'", ele acrescentou. A equipe para o projeto de vídeo envolve sete jornalistas, um diretor de teatro, músicos, sete ilustradores, dois animadores e um editor.

As histórias tiveram uma resposta "positiva", disse Luna. No entanto, ele acredita que "algumas pessoas ainda não entenderam o conceito". Ganhar uma massa de espectadores em um país da América Central com uma população de cerca de 6,1 milhões é importante.

"Aqui em El Salvador, acesso à Internet é ainda muito difícil. Apenas 4,2 por cento dos salvadorenhos têm acesso em casa e 16 por cento têm acesso no trabalho", disse Luna. "Por isso, é destinado a essas pessoas que têm o potencial econômico [de usar a Internet] e realmente não conhecem estes tipos de histórias. Todas são muito tristes e um pouco sombrias. Mostram um lado de El Salvador que pessoas, aqui e no exterior, normalmente não veem. "