Jornalistas cidadãos no México monitoram segurança da fronteira através do Twitter

porNicole Martinelli
Jun 13, 2011 em Redes sociais

Em um país onde a informação pode ser uma ameaça à vida, as pessoas estão usando o Twitter para espalhar as notícias.

Os cartéis da droga estão fazendo a fronteira dos EUA com o México mais perigosa do que nunca. Moradores de cidades como Monterrey, que costumavam ir ao Texas para passeios de compras e turísticos, não se sentem mais seguro nas estradas.

Entra o Twitter: Graças a contas como o @TrackMty, o @SPSeguro e o @MAGS_SP, as pessoas podem ser avisadas ​​em tempo real por cidadãos-repórteres sobre as zonas de risco e ataques, segundo um artigo na Americas Quarterly.

Melissa Lotzer, que criou o Mexico Nueva Revolucion em 2010, uma rede de dicas de protecão civil e segurança para evitar que as pessoas se tornem vítimas de crimes, dirige oTrack Monterrey (@TrackMty). Os tuites, enviados por cidadãos anônimos e transmitidos através da conta de Monterrey Track, parecem cenas de guerra: carros incendiados, assaltos à mão armada, tiroteios, e onde ter precaução ao longo das estradas. A conta de Twitter tem mais de 40.000 seguidores.

Como funciona? O blogueiro Arjan Shahani, que mora em Monterrey, disse que as atualizações de notícias de cidadãos funcionam bem o suficiente para tornar viável a viagem na região​​.

"Em minhas viagens por Laredo com a minha família recentemente me senti um pouco mais protegido cada vez que uma notificação aparecia de um viajante a alguns quilômetros na frente de mim observando que não havia nenhum perigo à frente. Sem motivos escondidos e com nada a ganhar, usuários que eu nunca conheci, como@Gabsinelli, @labellayellibro e @lacandanosa mantiveram a mim e minha família seguros durante a viagem."

Como a profissão de jornalismo envolve risco de morte no México, denúncias anônimas via o Twitter é uma ideia que chegou na hora certa.

De acordo com um relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas, o ĺndice de Impunidade, a avaliação do México piorou pelo terceiro ano consecutivo, com 13 casos não resolvidos de jornalistas assassinados, colocando-o em oitavo na lista.

Leia o Americas Quarterly