Jornalista do Mês da IJNet: Iftikhar Hussain

porIJNet
Oct 3, 2011 em Jornalismo básico

A cada mês, a IJNet apresenta um jornalista internacional que exemplifica a profissão e usa o site para promover sua carreira. Se você gostaria de ser apresentado ou quer nomear uma pessoa, envie um e-mail com uma curta biografia (menos de 150 palavras) e um parágrafo sobre como usa os recursos da IJNet aqui.

O jornalista deste mês, Iftikhar Hussain, usou a IJNet para encontrar oportunidades de treinamento sete anos atrás, quando vivia no Paquistão. Agora morando em Washington, ele trabalha para o Voice of America, ele recomenda o site para jovens no Paquistão, onde os recursos para o aspirante a jornalista são escassos.

IJNet: Qual é a sua posição atual?

Iftikhar Hussain: Eu estou baseado em Washington desde 2006 e trabalho na rádio Voice of America (VOA) Deewa Radio, onde a minha posição atual é radialista internacional.

IJNet: Como IJNet lhe ajudou?

IH: Eu pude participar de um workshop de três dias do Asian Development Bank sobre questões de água em 2004/2005, em Islamabad, referir um treinamento de mídia online para um amigo jornalista na Holanda e muito recentemente enviei uma informação da IJNet sobre o Fellowship Wallace para uma jornalista em Karachi que trabalhar para o Express Tribune.

Na minha opinião, a IJNet pode ajudar muito jornalistas jovens e em meados de carreira, especialmente no Paquistão, onde os jovens precisam de oportunidades para avançar em seus objetivos profissionais e melhorar suas habilidades. Na minha opinião, a IJNet deve]se concentrar em jornalistas que trabalham na zona de guerra de pashtu... no Paquistão.

IJNet: Como você tem ideias de pauta?

IH: Baseado em Peshawar, Paquistão, ou aqui em Washington, como jornalista eu cobri um dos lugares que mais geram notícias no mundo por mais de 10 anos de minha carreira profissional. A situação da vida real do povo que sofre com a militância ao extremismo violento tem sido minha fonte diária e tema para matérias. A guerra contra o terror, as operações militares na região, o impacto dos ataques de 11 de setembro na vida das pessoas, vítimas de violência extremistas, os atentados suicidas, a pobreza, as calamidades naturais, as questões das minorias, refugiados afegãos, problemas econômicos, deslocamentos internos de pessoas na região, relações entre Paquistão e Estados Unidos e outros tópicos relacionados marcaram minhas histórias como jornalista.

IJNet: Qual foi sua melhor matéria ou o trabalho até agora?

IH: Como jornalista que trabalha em uma série de questões, tanto aqui em Washington e de volta na região, muitas matérias me fascinaram. Uma que eu gostei e que foi bem recebida foi minha visita de duas semanas para Guantánamo. Informar sobre os aspectos incontáveis do centro de detenção e presos foi apreciado pelo público na região. O centro de detenção tem inúmeros presos que falam pashtu e a visita foi única e, provavelmente, a primeiro de um jornalista de língua pashtu. Eu co-organizei um programa ao vivo de uma hora onde os ouvintes fizeram várias perguntas diretas e tiveram respostas com base em observações de um jornalista em primeira mão. Os ouvintes disseram que sua visão anterior de Gitmo [era] um lugar de uniformes laranja e discrição ao estilo do Alcorão, mas a reportagem mudou o ponto de vista deles em muitas maneiras.

IJNet: Que conselho você daria ao aspirante a jornalista?

IH: Eu diria que o jornalismo é mais paixão do que uma profissão. Nenhuma notícia é uma notícia pequena. A menor das notícias pode trazer a maior das mudanças nas vidas das pessoas que vivem em terras distantes, mesmo que você não saiba. No jornalismo nada vem fácil. Curiosidade, trabalho consistente e empenho podem levá-lo a realizar seus objetivos.

IJNet: Houve programas de treinamento ou escolas que foram particularmente úteis para você?

IH: Fui um Jefferson Fellow do East-West Center em 2004 no Havaí e foi uma viagem única na vida para muitos estados dos EUA, [com] exposição a instituições de mídia e contatos com jornalistas de todo o mundo. A bolsa foi uma grande oportunidade para ampliar minha visão como jornalista e o contexto global foi bastante útil para a cobertura local no Paquistão.