Experiências de um foca no jornalismo móvel

porBenjy Wilson
Aug 16, 2016 em Jornalismo móvel

Com uma infinidade de recursos, aplicativos e orientações online, pode ser difícil saber por onde começar ao explorar novas mídias. Depois de pesquisar por horas ou mesmo dias, a única verdadeira maneira de aprender é fazer e tentar coisas por si mesmo no seu campo.

Como jornalista móvel iniciante, eu descobri rapidamente que toda a minha preparação e o pouco dinheiro que investi não eram substitutos para trabalhar no conteúdo e entrevistas que eu precisava para minhas matérias, independentemente de usar todos os truques ou dispositivos extravagantes.

Para as minhas primeiras matérias móveis, cobri celebrações da independência dos EUA em Topeka, Kansas, e uma história sobre os assentamentos patrocinados pelo governo no deserto do Negev em Israel. Antes da viagem, o meu telefone (Samsung Galaxy S5) foi preparado com pastas cheias de aplicativos e widgets, como sugerido por uma variedade de moguls móveis.

Contudo, já no primeiro obstáculo todos os meus planos foram rapidamente abandonados. Isso sublinhou para mim um dos mantras do do jornalismo móvel: a história vem em primeiro lugar, não importa o que seja. Ser capaz de obter o conteúdo que você precisa com um aplicativo padrão é fundamental.

No entanto, depois de superar esse nervosismo de iniciante, há uma série de ferramentas e equipamentos disponíveis que, para mim, foram capazes de reduzir ou corrigir os erros mais flagrantes que eu cometi. O item mais valioso foi sem dúvida o salvador absoluto da minha viagem: a bateria externa Tecknet PowerTitan T2.

Conseguir manter o meu telefone funcionando por mais algumas horas por dia foi essencial. Um conjunto completo aproximadamente carregava meu telefone a partir de 0 a 100 por cento cerca de três vezes. Com diferentes conjuntos disponíveis por uma variedade de orçamentos e telefones, é difícil superestimar como foi ótimo ter essa bateria comigo.

O outro equipamento que levei comigo foi o mini tripé Manfrotto PIX. Descobri que as pequenas pernas do tripé funcionam bem como alça para usar em entrevistas e, em seguida, abrir o tripé permitia fazer rapidamente fotos e vídeos de curta duração.

Pensando bem, acho que os aplicativos e software foram realmente as ferramentas menos importantes de toda a aventura. O hardware ampliou e melhorou a minha capacidade de usar o smartphone, mas os próprios aplicativos são mesmo como uns truques na manga.

Dito isso, o meu truque favorito veio de um aplicativo, ouchRetouch. O aplicativo permite que corrigir e retocar imagens. Isso veio a calhar quando as fotos tiveram ligeiras imperfeições ou distrações. As ferramentas de retocar e clonar normalmente seriam um processo árduo para mim no Photoshop, mas o app fez um trabalho decente, mas não perfeito, de tirar manchas. Quanto mais você retocar e quanto maior é o objeto, mais perceptível vai ser qualquer edição, mas normalmente é algo que você teria que saber antes de tudo.

Em seguida, o recurso mais confiável é o Cinema FV-5. Este aplicativo provavelmente ficou aberto o tempo todo no meu telefone durante cada viagem e é um aplicativo avançado de câmera de vídeo. Como novato, eu recorri bastante a medidores de som imbutidos e ferramentas de refocagem ao vivo, especialmente nos Estados Unidos.

Trabalhar perto de desfiles, do trânsito e de construção significou que ter um fone e ouvir o áudio da entrevista ao ser gravada era imperativo para saber se eu teria que refazer partes de uma entrevista devido à má qualidade do áudio.

Meu aplicativo final foi provavelmente o meu favorito. PicPlayPost é uma ferramenta para criar colagens interativas para mídias sociais ou que podem ser incorporadas em artigos. Usando um sistema de grade para organizar conteúdo, você adiciona fotos, vídeos, GIFs e áudio para criar uma colagem. Eu achei isso especialmente divertido para promover histórias no Twitter e a capacidade de salvar a colagem à galeria do meu telefone significava que eu poderia editá-las mais tarde também e teria a colagem disponível num arquivo.

No geral, a viagem foi uma grande oportunidade de estar no campo e fazer histórias de uma maneira nova e excitante. Descobri que muitos que dão conselhos sobre aplicativos ou hardware não estão errados, mas assumem que o leitor tem um certo nível de perícia técnica e habilidade.

Entretanto, dominar o básico não é mesmo algo que eu diria que fiz ainda; certamente é a pedra angular para o jornalismo móvel. Todo o resto é apenas técnicas adicionais. Tentar algo avançado não deve colocá-lo em uma situação que possa comprometer a qualidade do seu conteúdo de vídeo, mas você tem que encontrar uma maneira de praticar.

Imagem principal sob licença CC no Flickr via Stephan Ridgway