Conselhos a mulheres empreendedoras que buscam financiamento para suas startups de mídia

porMargaret Looney
Feb 9, 2015 em Empreendedorismo de mídia

Se você é uma empreendedora com uma ideia genial, mas tem dificuldades para encontrar dinheiro e tirar seu projeto do papel, junte-se ao clube.

Empresas fundadas por mulheres recebem menos de cinco por cento do dinheiro em estágio inicial de investidores anjo ou fundos de capitalistas de risco.

"Essa é uma relação que mata a inovação", disse Deborah Jackson, fundadora e CEO da Plum Alley, que ajuda mulheres a arrecadar dinheiro através de crowdfunding e subir na cadeia de capital. "Mata a capacidade das mulheres realmente terem empresas prosperando. Isso significa que as mulheres não têm um lugar à mesa."

Deborah se juntou a outras capitalistas de risco, investidores anjo e financiadores na conferência Women Digital News Entrepreneurs Summit da International Women Media Foundation (IWFM) realizada em Nova York, para falar sobre a forma como as mulheres podem ter maior acesso na arena do financiamento de mídia. A IWMF abordou o problema de financiamento com um painel de duas partes, primeiro com foco no financiamento inicial e em segundo lugar em financiamento de capital de risco.

Aqui está um resumo dos conselhos, voltado para mulheres mas aplicável a empreendedores de todo o tipo:

Certifique-se de buscar apoio financeiro no nível certo

Christie George, diretora da rede de investimento anjo New Media Ventures, sugeriu ir à procura de financiamento em camadas: comece com uma bolsa de estudos/fellowship para construir uma comunidade em torno de sua ideia, faça crowdfunding para testar o seu público, concorra a um programa acelerador para construir o seu modelo de negócio, e, em seguida, volte-se para um investidor anjo ou um fundo de capital de risco.

Crowdfunding he dá a oportunidade de organizar suas ideias e receber feedback do público. Começar com uma bolsa ou subvenção pode ajudar a começar a construir o seu projeto e ganhar alguma notoriedade. Ganhando o "selo de aprovação" de fundações podem ajudá-la a ser notada quando você está de olho em fundos de capital de risco maiores ou investidores, disse Marie Gilot, oficial de programa da Knight Foundation, que oferece o Prototype Fund e Enterprise Fund

Quando você chegar ao nível do acelerador, vai receber uma pequena quantidade de financiamento inicial, normalmente US$25.000 ou menos, e dedicar um tempo de trabalho estabelecido com mentores que irão ajudá-la a construir a sua ideia e modelo de negócio. Nesta hora, você vai se concentrar em fazer o seu produto mínimo viável (MVP), "que é o que você está oferecendo realmente, que é o valor do que você está oferecendo e como vai encontrar o seu cliente-alvo", explicou Deborah. Quando você chegar nisso, então, você vai estar em uma posição para se aproximar de investidores anjo ou maiores fundos de capital de risco.

E quando você está indo por esse caminho, seja chamativo. "Quanto mais barulho você pode criar em cada ecossistema em torno de seu produto a partir de todas estas diferentes fontes, maior a probabilidade de ter o tipo certo de dinheiro no momento em que você precisar dele", Christie disse. 

Crie uma equipe

"A equipe é o fator mais importante que olhamos quando estamos financiamos startups, porque nós presumimos que as pessoas vão fazer o produto girar depois do investimento", disse Christie. "Se as pessoas não têm uma equipe que vai ser capaz de resistir a esses tipos de desafios, é um alerta para nós, independentemente de como a equipe parece."

As quatro personalidades que devem formar uma equipe incluem um hacker, uma pessoa de negócios, um designer e um contador de histórias, disse Jake Shapiro, fundador do programa acelerador Matter com sede em San Francisco. "Não é que necessariamente tem que ser quatro pessoas, mas esses quatro conjuntos de habilidades têm que ser representados e é muito raro encontrar uma pessoa que tem todos eles", disse ele.

Geralmente, Shapiro disse, o Matter não aceita as pessoas que não fazem parte de uma equipe, mas duas fundadoras sozinhas foram aceitas na classe atual dos candidatos; elas se mostraram completamente capazes de montar sua própria equipe e puxar recursos.

Manifeste a jornalista dentro de você quando estiver pronta para fazer sua proposta

Pessoas com experiência em jornalismo ou storytelling têm uma enorme vantagem com este aspecto do processo de financiamento, disse Christie. "A única coisa que você precisa é ser capaz de comunicar a sua paixão e visão de uma forma que seja realmente melhor do que outras pessoas tentando iniciar empresas".

"Quando você pensa sobre uma proposta, muito disso se trata de uma história e [encontrar] essa conexão emocional", disse Fran Hauser, investidora de capital de risco da Rothenberg Ventures. Ao planejar a sua proposta, Stacy Donohue, parceira de investimento da Omidyar Network, disse que há cinco pontos para focar: Qual é o problema que você está tentando resolver, por que você é melhor equipada para resolvê-lo do que ninguém, quem mais lá fora está tentando resolvê-lo, quanto de dinheiro você precisa para resolver o problema... e no que você vai usar o dinheiro, especificamente.

Além de habilidades de contar histórias, as habilidades de pesquisa de um jornalista também podem oferecer uma vantagem sobre a concorrência. "Sempre que eu ouço propostas de repórteres que viraram [empresários], eles conhecem o mercado, sabem o cenário, fizeram a investigação", disse Natalia Oberti Noguera, fundadora e CEO do Pipeline Fellowship, um bootcamp de investimento anjo para as mulheres. Esta pesquisa permite que fundadores diferenciem os seus produtos a partir de ideias semelhantes de outras pessoas e agreguem valor ao "espaço em branco", disse ela.

Construa relacionamentos 

Stacy disse que as mulheres que constroem relacionamentos com outras mulheres podem ajudar a resolver alguns dos desafios sistemáticos que as fundadoras enfrentam, por exemplo, que os financiadores financiam  pessoas que se parecem com eles e pessoas que já são empresários comprovados. "As mulheres agora são potencialmente prejudicados porque ... elas ainda não são parte da rede que necessitam [fazer parte] para obter financiamento e muitas delas são empreendedoras de primeira viagem", disse ela. Com a indústria de capital de risco saturada com homens brancos, o ciclo vê homens brancos que financiam outros homens brancos que já receberam financiamento no passado.

"Se você quiser levantar dinheiro, o foco deve ser realmente sobre relacionamentos e sobre você começar a conhecer pessoas, sejam eles investidores anjo ou capitalistas de risco", disse Oberti Noguera. Essas relações promovem não só o capital de risco, mas também "o capital humano e o capital social, as qualificações que [investidores anjo e de capital de risco] podem proporcionar, e a rede que podem aproveitar."

Imagem do painel sobre financiamento de capital de risco cortesia de IWMF. Da esquerda para a direita​: Adaora Udoji, Fran Hauser, Harlan Mandel, Natalia Oberti Noguera, Stacy Donohue