Banco de dados visa preencher falta de cobertura de assistência externa dos EUA

porMargaret Looney
Mar 8, 2016 em Jornalismo de dados

Enquanto a assistência militar para países aumenta em todo o mundo, um projeto do Center for International Policy está lançando luz sobre os dados.

Para acompanhar o crescimento desses programas e adicionar um nível de transparência, monitoramento e avaliação, o Security Assistance Monitor (SAM) criou um site com um banco de dados interativo com checagem de fatos da assistência de segurança e de defesa dos Estados Unidos para pelo menos 190 países.

O banco de dados abrange quatro áreas -- ajuda militar, venda de armas, ajuda econômica e treinamentos militares -- e é pesquisável por país, região, programa e tipo de assistência. A interface -- embora não os dados em si -- será traduzido para o árabe, francês, português, russo e espanhol.

A equipe do SAM está tentando divulgar esse banco de dados para os jornalistas com base nos EUA e no exterior examinarem os resultados dos dados e preencherem o "buraco negro" causado por uma falta de pessoas questionando e analisando este campo, disse Colby Goodman, diretor do SAM.

"Sabemos que há toneladas de histórias nos dados, mas estamos limitados; não podemos fazer a pesquisa sobre todos os seus aspectos ", disse Goodman. "Então, nós estamos esperando que as pessoas peguem os dados e gerem mais pesquisa, análise ou cheguem a outras coisas surpreendentes que não sabíamos automaticamente que eram surpreendentes."

Seth Binder, gestor do programa e pesquisador associado no SAM, disse que o site é particularmente útil para os jornalistas estrangeiros, que não podem ter acesso ao seu orçamento militar global ou não sabem o que os EUA está fornecendo. "Esta poderia ser uma fonte para eles para obter essa informação que de outra forma não é pública", disse ele.

Em 2015, os oito primeiros países destinatários de ajuda militar e policial dos EUA foram o Afeganistão, Israel, Iraque, Egito, Paquistão, Jordânia, Síria e Somália; embora o Departamento de Estado e o Departamento de Defesa nem sempre forneçam o auxílio total por país, disse Goodman.

O banco de dados inclui dados tirados a partir de relatórios do governo publicamente disponíveis online, documentos recuperados através da Lei de Liberdade de Informação (pedidos de FOIA) ou relatórios adquiridos através de reuniões pessoais com funcionários do governo.

Uma nota de rodapé acompanha cada fato no site que liga à fonte original e todos os conjuntos de dados estão disponíveis para download. Jornalistas também podem comparar rapidamente o montante total de um país e o tipo de assistência de segurança para outro país.

"Queremos que os jornalistas o usem como parte de uma matéria de investigação, mas também se estão escrevendo um artigo rápido sobre alguma coisa acontecendo em um país específico", disse Binder.

O SAM está atualmente apoiando jornalistas em investigações em duas áreas: examinando o aumento de exportações de armas do Estados Unidos em todo o mundo e a extensão e a natureza da ajuda antidrogas americana para a América Central, disse Goodman.

Juntamente com o banco de dados, o site SAM apresenta blogs, infográficos e fichas técnicas que analisam os dados e eventos recentes. A equipe do SAM também irá recolher dados para os fatos que sabem que os jornalistas vão querer quando um determinado tópico de notícia emergir ou em uma área que já está recebendo a atenção global. O SAM começou recentemente um boletim de e-mail especificamente para jornalistas chamado Just for Facts, desenvolvido para fornecer a jornalistas dados convincentes para problemas atuais ou prestes a estar no noticiário.

Durante uma viagem ao Quênia, por exemplo, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, mencionou um fato sobre a ajuda dos EUA ao contraterrorismo no Quênia. O SAM escreveu uma folha informativa explicando a estatística e o que isso significa no contexto. Eles tornaram a folha disponível para download no site, e o Washington PostAllAfrica e Defense News escreveram matérias com base nas informações.

O site também apresenta tutoriais em vídeo para o uso do banco de dados, uma página de recursos adicionais como declarações políticas e audiências do senado americano e páginas detalhadas de cada país.

Imagem do logo cortesia do Security Assistance Monitor