Redes sociais para jornalistas: O básico

porSam BerkheadFeb 13, 2018 em Redes sociais

Aperfeiçoar a arte de manter uma forte presença de mídia social é um desafio. Isto é especialmente verdadeiro para os jornalistas, que muitas vezes são muito focados em suas próprias reportagens para tuitar, sem mencionar as pressões das diretrizes de mídia social da redação.

É por isso que nunca é uma má ideia entender o básico mesmo se você é um nativo digital. Aqui está um guia para usar as plataformas sociais mais populares para jornalistas: Facebook, Twitter e Snapchat:

Facebook

Com 2 bilhões de usuários por mês, o Facebook é a plataforma de mídia social mais popular do mundo, o que a torna indispensável para jornalistas.

Para começar a colecionar seguidores, você pode criar uma página separada do seu perfil pessoal ou habilitar o recurso "Follow" (Seguir) em seu perfil pessoal. Seja qual for sua escolha, o Facebook recomenda o uso de fotos autênticas para o seu perfil e fotos de capa. E por último, mas não menos importante, assegure-se de proteger sua conta.

Depois de configurar sua página ou perfil, você pode começar a publicar suas últimas notícias, compartilhar conteúdos dos bastidores, iniciar conversas e mais com seus leitores. As possibilidades são virtualmente infinitas.

O próprio Facebook publicou um guia sobre sua plataforma para jornalistas, que inclui cursos desenvolvidos com o Poynter e um guia de segurança. Também gostamos do guia do Journalism.co.uk.

Facebook Live

O Facebook Live, o recurso de transmissão ao vivo do Facebook, permite que qualquer usuário transmita vídeos de seus celulares para seus amigos ou seguidores. Os usuários que assistem transmissões ao vivo podem "reagir" ao streaming ao vivo e deixar comentários para que você responda.

Uma das coisas mais importantes a serem lembradas ao usar o Facebook Live é que não deve ser usado da mesma maneira que você usaria uma câmera de vídeo em uma configuração tradicional. Os usuários no Facebook não são tão propensos a sintonizar em transmissões ao vivo, onde especialistas se sentam ao redor de uma mesa sem que ocorram outras ações. Quanto mais orgânica for sua transmissão, mais usuários geralmente responderão e se envolverão.

Aqui estão outras práticas boas, cortesia do bolsista Knight do ICFJ, Shaheryar Popalzai, que trabalhou com a Geo News do Paquistão para fazer do Facebook Live uma parte regular do fluxo de trabalho da redação:

  1. Encontre um local onde a internet funcione
  2. Planeje o conteúdo antes do tempo

  3. Evite transmissões por mais de uma hora

  4. Escreva uma boa legenda

  5. Invista em equipamento bom

  6. Considere usar software de transmissão

  7. Tente usar o Facebook Live para apurar notícias

NPR e Poynter também criaram guias úteis para usar o Facebook Live.

Twitter

O Twitter tornou-se a plataforma social preferida para muitos jornalistas, graças à ordem cronológica de suas notas rápidas.

Hoje, os jornalistas usam o Twitter para compartilhar links para o seu trabalho e o que estão lendo. Eles também usam a plataforma para oferecer comentários e contexto às notícias do dia. Permite que você desenvolva sua própria voz e marca única, colocando um rosto humano atrás da sua assinatura.

Se você está apenas criando uma conta, deve criar um nome de usuário que seja curto, memorável e cativante. Comece a seguir as contas de outros jornalistas e notícias que considera interessantes. Quando você estiver pronto, comece a tuitar! Contas que tuitam regularmente têm um desempenho melhor. Para definições sobre tudo, desde hashtags até menções, clique aqui.

Embora a manutenção de uma presença constante e de marca no Twitter seja indubitavelmente importante, lembre-se de que seu público potencial é, em última instância, muito menor que o do Facebook, especialmente fora dos Estados Unidos. Os trolls e o assédio também são um problema, particularmente para as mulheres jornalistas. Mas, na melhor das hipóteses, o Twitter é uma das melhores maneiras de espalhar e ampliar a notícia em desenvolvimento.

Para mais informações sobre o uso do Twitter, confira o tutorial de Twitter da Faculdade de Pós-Graduação da Universidade da Califórnia e as oito dicas mais importantes do Newswhip.

Snapchat

Um número crescente de jornalistas usa o Snapchat como uma ferramenta de storytelling, particularmente a comunidade #mojo de jornalistas moblie. O aplicativo é famoso por permitir que seus usuários enviem "snaps", ou fotos ou vídeos de 10 segundos, para amigos. Após 10 segundos, o "snap" desaparece para sempre.

Jornalistas podem aproveitar melhor as "Snapchat Stories", que permitem publicar uma série de "snaps" que seus seguidores podem visualizar durante 24 horas. Os jornalistas usam "Snapchat Stories: para cobrir tudo, desde a crise dos refugiados até a epidemia de abuso sexual na Índia.

"Algumas pessoas acham o Snapchat realmente difícil porque é uma história linear", Yusuf Omar, repórter social da CNN, disse à IJNet no ano passado. "Isso é talvez o maior desafio: ensinar as pessoas a fazer um roteiro, porque como você sabe, uma tomada aparece depois da outra. Você tem que ter uma compreensão fundamental do seu início, meio e fim. É realmente muito irônico, porque na verdade você está voltando para técnicas de estilo de televisão de storytelling para conseguir uma história muito boa no Snapchat."

O Facebook e Instagram imitaram o Snapchat com seus próprios recursos de "história". Usar qualquer um destes pode ser uma maneira mais eficiente de alcançar seus leitores dependendo de onde você tem mais seguidores.

Uma das atualizações mais recentes do Snapchat é o "Snap Map", que mostra aos usuários onde seus amigos estão localizados, bem como mapas térmicos de onde grandes grupos de pessoas estão enviando conteúdo para o aplicativo. Qualquer evento, como um concerto ou evento esportivo, um protesto ou demonstração, aparecerá, permitindo descobrir notícias de última hora quando acontecem.

Mas se você estiver trabalhando em um ambiente difícil, o Snap Map pode ser mais um problema, pois revela sua localização a qualquer pessoa que o tenha adicionado. Felizmente, é bem fácil excluir o recurso. Basta abrir o seu "Snap Map", ir para configurações e ativar o recurso "Ghost" (Modo Fantasma).

Em conclusão

As redes sociais realmente revolucionaram a forma como os jornalistas reportam e contam notícias. São um recurso inestimável que oferece quantidades quase infinitas de informações onde por ser fácil de se perder. Como resultado, dar uma pausa de vez em quando é uma obrigação.

"Ter cuidado com a maneira como consumimos as redes sociais também é importante para os jornalistas", disse à IJNet Liz Plank, produtora e correspondente da Vox.com. "Você pode sentir que este jornalista está bombando, que está em todos os lugares... Mas nas redes sociais, você não vai falar sobre todas as coisas que são negativas, apenas positivas, então é importante se lembrar disso."

Para ler mais

Este guia cobre apenas os princípios básicos do que você pode fazer com as mídias sociais. Se quer aprender mais, recomendamos estes recursos:

seção de mídia social da BBC Academy

Editoria de mídia social da NPR: De 2013 a 2016, a editoria de mídia social da NPR manteve um Tumblr; a equipe agora cobre seus experimentos em sua página no Medium.

Manual de mídia social para jornalistas da Rádio Sueca 

Guia do Facebook para jornalistas que usam sua plataforma