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7 modelos de negócios que podem salvar o futuro do jornalismo

7 modelos de negócios que podem salvar o futuro do jornalismo

Mandla Chinula | 20/06/17

A era digital alterou os padrões de consumo e interrompeu os modelos tradicionais de publicidade dos jornais. Isso forçou os profissionais da mídia a buscarem maneiras inovadoras de se manterem rentáveis. Algumas dessas estratégias já estão provando que o jornalismo continuará a existir no futuro. Abaixo estão alguns dos modelos mais promissores para financiar o jornalismo de qualidade:

Conteúdo patrocinado 

Conteúdo patrocinado se refere a matérias originais e autênticas escritas para promover ou anunciar uma empresa. Porque o conteúdo patrocinado é bastante semelhante à narrativa jornalística, o primeiro é geralmente marcado com um rótulo de "conteúdo patrocinado". As organizações de mídia conseguem aproveitar sua reputação para criar matérias de marca que as audiências são mais propensas a levar a sério. Isso, em parte, tem atraído empresas para anunciar em organizações de notícias e funciona em grande parte para publicações maiores e novas mídias.

Crowdfunding 

Algumas publicações agora dependem de doações. Isso se tornou mais evidente, particularmente para organizações sem fins lucrativos que focam em jornalismo investigativo. Enquanto algumas organizações de mídia convidam pessoas a doar para projetos individuais de jornalismo através do Kickstarter, outras como o jornal Guardian incorporaram esquemas de associação. Embora a publicação holandesa De Correspondent ganhe dinheiro através de assinaturas e paywalls, o site de notícias foi lançado com um crowdfunding de US$1,7 milhão (GBP1,2 milhões), permitindo pagar os salários dos jornalistas. O FrontPageAfrica, um jornal independente na Libéria, é financiado pela diáspora liberiana. O editor e fundador Rodney Sieh conseguiu denunciar questões de direitos humanos na Libéria graças à independência trazida pelo crowdsourcing.

Assinaturas 

"Alguém tem que pagar pelo jornalismo ou o jornalismo terá que pagar por isso" é um argumento popular entre as editoras sempre que se fala em conteúdo de notícias gratuitas. Jornais como The Information, que é totalmente baseado em um modelo de assinatura, mostraram que as empresas de mídia ainda podem sobreviver com este modelo. Embora algumas organizações possam obter receitas significativas de assinaturas, os principais meios de comunicação como o New York Times não conseguem ser sustentados apenas por assinaturas. Os modelos de assinatura também dependem em grande parte da segmentação de públicos que não só valorizam o conteúdo produzido, mas também estão dispostos a pagar por ele.

Jornalismo ao vivo

Graças ao Facebook Live, Periscope e outras plataformas, jornalistas agora têm a oportunidade de apresentar suas matérias na frente de uma audiência ao vivo. O jornalismo ao vivo permite ao jornalista dar as notícias de maneira nova e interativa. Exemplos de empresas de mídia que estão envolvidas no jornalismo ao vivo incluem o Globe Live do Boston Globe e a organização Gannett com seu Arizona Storytellers Project. Embora algumas receitas provenham de vendas de ingressos, patrocínios parecem gerar o máximo. Em 2015, o Arizona Storytellers Project gerou mais de US$100.000 através de um patrocínio de apresentação.

Financiamento de doadores

Este tipo de financiamento vem de várias formas, incluindo apoio filantrópico, financiamento governamental e responsabilidade corporativa. O Amabhungane da África do Sul é financiado por seis organizações de doadores, com um terço dos seus custos cobertos pelo jornal Mail and Guardian.

Filantropos geralmente fazem doações generosas para promover o bom jornalismo. Um exemplo é o fundador do eBay, Pierre Omidyar, que, por meio de sua empresa filantrópica, assumiu um compromisso de US$100 milhões para apoiar o jornalismo investigativo e lutar contra notícias falsas. Alguns governos ainda financiam jornais nacionais ou públicos. Os bons exemplos incluem países como a França e a Noruega, que financiam diretamente empresas de mídia com fins lucrativos. A responsabilidade corporativa é outra forma de financiamento que os jornais podem buscar. Um exemplo proposto é o Facebook e o Google financiando jornalismo como parte de sua responsabilidade corporativa. O principal desafio é que essas empresas forneçam financiamento sem querer exercer influência.

Micropagamentos

Com micropagamentos, os leitores pagam pequenas quantidades para acessar um único artigo. A Blendle, uma plataforma de notícias holandesa, usa este modelo, com matérias específicas que custam entre 10 e 90 centavos. Basicamente, é o iTunes das notícias. A Blendle licenciou conteúdo de quase todas as principais notícias nos Estados Unidos e na Europa. Não há anúncios e paywalls e os usuários apenas pagam pelos artigos que quiserem. Se uma pessoa não gosta do artigo que leu, simplesmente pode pedir seu dinheiro de volta.

Jornalismo de qualidade

Uma razão interessante pela qual os leitores da Blendle às vezes pedem reembolsos por matérias específicas é a qualidade. Artigos de "clickbait" -- matérias de baixa qualidade que as pessoas podem obter em todos os lugares e de graça -- parecem resultar em mais reembolsos do que artigos de fundo e análises detalhadas.

"As pessoas só pagarão pelo conteúdo que acharam que valeu o dinheiro delas. Então, na Blendle, apenas o jornalismo de qualidade fica popular", escreveu o cofundador da Blendle, Alexander Klöpping.

"O jornalismo investigativo também impulsiona a publicidade. É o que eleva a nossa marca", disse Jed Hartman, diretor de receitas do Washington Post, em um recente artigo no New York Times. "E outras marcas querem se unir a uma marca confiável". As editoras de notícias chegaram à conclusão de que as notícias falsas e sobrecargas de informações que estão ocorrendo nas mídias sociais levam o público a procurar fontes alternativas de notícias e informações confiáveis.

Imagem principal sob licença CC no Flickr via Chris Potter

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