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Cinco coisas que jornalistas precisam saber sobre jornalismo drone

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Foto tirada por um drone de um protesto em Moscou. Cortesia do airpano.ru

O termo "jornalismo drone" tem gerado burburinho na mídia

A ideia que um drone, ou veículo aéreo não-tripulado (UAV, em inglês), pode tornar-se um "olho no céu" tirando fotos ou vídeo de protestos ou outros eventos é mais que oportuna. Veja o que jornalistas precisam saber para entender o jornalismo drone.

Drones já estão começando a cobrir os pontos quentes. Confira essas cenas impressionantes de um drone de controle remoto que paira sobre protestos após as eleições contestadas em Moscou, Rússia. Ele foi atirado com pistola, mas ficou no ar, dando uma vista da cidade que nenhum jornalista poderia ter capturado.

Eles são uma forma acessível de cobrir desastres, eventos urgentes. "Acho que drones -- pequenos, baratos, fáceis de usar, podendo caber em uma bolsa pequeno e levado para o campo pelo repórter -- oferecem uma grande oportunidade para melhorar certos tipos de reportagens", disse o professor Matt Waite da Universidade de Nebraska-Lincoln, que recentemente fundou o Drone Journalism Lab, em uma entrevista com Ben Welsh, produtor do banco de dados do Los Angeles Times.

O laboratório é tão novo que Waite ainda não tem certeza como vai caber no currículo de jornalismo. "Por um lado, há oportunidades muito legais para fazer todos os tipos de coisas novas com drones para reportagem. Por outro lado, é apenas uma ferramenta para a reportagem", disse ele. Projetos iniciais podem incluir um projeto de verão sobre jornalismo ambiental/visualização de da dados para fotografar o rio Platte.

Há uma nova empresa dedicada ao jornalismo drone, mas se você quiser testá-la, encontre um amigo "hacker" ou experimente fazer você mesmo. O RoboKopter fez estas imagens dramáticas em um comício tumultuado em Varsóvia, Polônia, descoberto pelo aficionado por drones e editor da Wired, Chris Anderson. O dispositivo mais básico -- que vem equipado com GPS, um sensor de pressão barométrica, um estojo e dois dias de treinamento -- custa cerca de US$6.000.

No entanto, a primeira vez que vi algo parecido com o jornalismo drone foi em uma demonstração na Maker Faire de um projeto inteligente chamado Spacebridge, criado no Noisebridge em San Francisco. O destaque no início do projeto foi o lançamento de um balão de 70 metros de altura, que fez imagens de tirar o fôlego.

Se você não tiver um hackerspace perto da sua região, confira o DIY Drones (ou "faça você mesmo"), uma comunidade enormde de UAVs, onde Anderson da Wired é um participante frequente.

Drones são perfeitamente legais por enquanto (pelo menos nos Estados Unidos). Em janeiro, a Administração de Aviação Federal deve propor novas regras sobre drones. Atualmente, o uso recreativo de aeronaves não tripuladas é proibido a mais de 400 pés e "perto de áreas povoadas" ou aeroportos.

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