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Cinco modelos empresariais alternativos para o jornalismo

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Foto com licença Creative Commons via Tax Brackets

Com reduções nas redações e dinheiro curto, o modelo de negócio rentável no jornalismo tradicional gera nostalgia.

Quando grandes publicações como o Washington Post recorrem a demissões voluntárias, é hora dos jornalistas, pelo menos nos Estados Unidos, procurarem modelos de negócios alternativos.

Aqui estão algumas opções para quem quer se aventurar por conta própria:

  1. Financiado pela Comunidade. Campanhas apoiadas por crowdfunding geram dinheiro de cidadãos comuns com um grande interesse em histórias que muitas vezes são esquecidas. Este modelo de negócio funciona com projetos pré-existentes que precisam de mais recursos e permite a jornalistas manter independência editorial. A autoproclamada "maior plataforma de financiamento para projetos criativos", Kickstarter, imita o jornalismo como um projeto de financiamento com prazo de fechamento. Se o projeto não for totalmente financiado após um determinado período de tempo, o dinheiro é devolvido. Para um exemplo de uma campanha bem sucedida, consulte o Newsmotion, uma organização iniciante que levantou US$5.000 a cima de sua de US$35.000 no Kickstarter. Spot.us é outro mecanismo de captação de recursos que atende especificamente ao jornalismo, gerando com sucesso doações para mais de 200 matérias.

  2. Micro-subsídios. Perfeito para ganhar dinheiro inicial para começar projetos paralelos, os micro-subsídios oferecem recursos energéticos sem a dor de cabeça da burocracia. Normalmente, os membros das fundações doam uma pequena quantia para jornalistas empresariais ou freelancers. Para saber mais sobre micro-subsídios, confira um artigo publicado recentemente na IJNet aqui.

  3. Paywalls. Este modelo polêmico de negócio cobra uma taxa fixa para acesso digital, mas esses obstáculos só são perceptíveis para os leitores mais fiéis. O New York Times cobra pelo menos US$15 mensais, se o visitante ler mais de 20 artigos. Este modelo híbrido utiliza publicidade e assinatura para oferecer algo para tanto o leitor casual como para o mais dedicado. O Paywall do New York Times inicialmente causou uma alta de visitantes, que tem desde então nivelado-se. A PostMedia Network também empregou um paywall em 38 de suas publicações em todo o Canadá.

  4. Cooperativas. A Organização das Nações Unidas proclamou 2012 como o ano das cooperativas. Isso quer dizer que o Banyan Project tem uma chance. A primeira cooperativa de jornalismo comunitário com base nos Estados Unidos tem o objetivo de hidratar o deserto de notícias. Um modelo semelhante está funcionando em outros países, incluindo México e Alemanha. O Canadá recebe uma cooperativa de propriedade de trabalhadores que combina os esforços de sites de notícias locais para criar um semanário. Este modelo de negócio pode ser a escolha mais democrática e viável para o atual clima econômico, já que a cobertura noticiosa é decidido pela comunidade, a um custo baixo ao invés de uma abordagem corporativa de cima para baixo.

  5. Filantropia/entidades sem fins lucrativos. Este modelo geralmente reúne múltiplos fluxos de receitas, vindos de fundações sólidas, doadores anônimos e às vezes empresas patrocinadoras. O site de jornalismo investigativo ProPublica é um exemplo comum de notícias filantropicamente financiadas, embora a organização aceite publicidade. Uma cooperativa em sua missão, mas essencialmente uma organização sem fins lucrativos em suas táticas de negócios, a Chicago News Cooperative trabalha com outras organizações que servem o interesse público, baseando-se também nas habituais fontes de renda -- com uma única exceção, um pedação do New York Times. Juntamente com suas parcerias com emissoras públicas de de rádio e televisão de Chicago, o veículo de notícias recebe uma soma em dinheiro em troca de conteúdo exclusivo para o New York Times por 24 horas.

Alguns destes modelos são mais idealistas do que realistas em seu estado atual. Que modelo de negócio você acha que faz mais sentido para o jornalismo?

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