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Rede de Jornalismo Ético lança diretrizes para cobertura de migração

Rede de Jornalismo Ético lança diretrizes para cobertura de migração

Sam Berkhead | 20/10/16

A fim de abordar mais diretamente os desafios de reportagens sobre a migração em todo o mundo, no mês passado, a Rede de Jornalismo Ético (RJE) lançou novas diretrizes para reportagens sobre migração durante o Fórum Mundial de Jacarta para o Desenvolvimento da Mídia.

O guia chega após a primeira cúpula da Assembleia Geral da ONU sobre refugiados e migração, que abordou o problema contínuo do deslocamento forçado. Apesar de líderes mundiais prometerem um maior apoio para os refugiados, a cúpula fez pouco para resolver os desafios enfrentados por jornalistas ao reportar sobre os 65 milhões de pessoas deslocadas em todo o mundo, de acordo com a Rede de Jornalismo Ético.

"Nunca houve uma maior necessidade de informação justa, legal e consciente sobre questões de migração", disse Chris Elliott, membro do conselho da RJE, que ajudou a desenvolver as diretrizes. "Esses cinco princípios básicos formam um simples conjunto de diretrizes para jornalistas de todo o mundo."

A Rede de Jornalismo Ético descreveu suas diretrizes recomendadas para reportagens sobre migração em um infográfico, disponível como uma versão em PDF aqui (em inglês). As normas incluem uma recomendação para que os jornalistas se familiarizem com a terminologia da lei de imigração, como a diferença entre um "refugiado" e um "requerente de asilo", entre outros pontos. Outra recomendação é que os jornalistas sejam cautelosos sobre o uso de termos como "multidão", "ondas" ou "massa" ao escrever sobre migração, de modo a evitar a produção de conteúdo inflamatório.

Em dezembro de 2015, o relatório da RJE “Moving Stories” ("Histórias em Movimento") descobriu que, apesar de alguns exemplos de excelente cobertura sobre refugiados e migrantes, muitos jornalistas tendem a narrativas sensacionalistas, cheias de propaganda, em vez de uma cobertura equilibrada e objetiva. Desde então, a maior crise migratória desde a Segunda Guerra Mundial abrandou um pouco, mas continua a ser um grande problema que líderes mundiais estão enfrentando.

Jornalistas e profissionais de desenvolvimento de mídia da República Checa, Alemanha, Holanda, Somália, Sudão e Tunísia contribuíram para as orientações. No futuro, recursos adicionais para complementar as orientações podem ser desenvolvidas, de acordo com a RJE.

O cartaz com os princípios, lançado sob a licença Creative Commons, é gratuito para baixar e compartilhar dentro de redações. Ele pode ser usado para reportagens e para analisar a cobertura da mídia sobre migração.

Imagem principal sob licença CC no Flickr via Squat Le Monde

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