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Confissões de uma editora de mídia social

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"O que faz um editor de mídia social?"

Isto é exatamente o que eu digitei no Google antes de começar o meu trabalho no South China Morning Post em Hong Kong como a primeira editora de mídia social no verão de 2010.

Os resultados da pesquisa não foram tão satisfatórios. Um dos poucos conhecidos editores de mídia social na época era, obviamente, Jennifer Preston, do New York Times.

Mas as coisas mudam tão rápido que três meses depois de eu começar o meu trabalho, [o Times eliminou a posição de editor de mídia social.

Aprendi pelo menos duas lições aqui: a primeira é que não há muita experiência coletiva disponíveil para ser partilhada e a segunda é que as coisas mudam rapidamente (se não, rápido demais) no mundo da mídia social. Assim, um trabalho de editor de mídia social, por definição, significa explorar e aprender sem parar.

Ainda assim, como editores de mídias sociais estão se tornando mais comuns nas redações -- na verdade, eles estão cada vez mais sendo contratados, existem algumas missões concretas referentes ao trabalho, as três principais são:

1. Planejamento estratégico e execução da mídia social

Existem mais plataformas do que o Facebook e o Twitter. Em vez de seguir o que todo mundo está fazendo, o editor de mídia social precisa considerar com cuidado por que e como cada plataforma deve ser usada como um canal para sua organização de mídia.

Quem é o público-alvo? Que tipo de notícias que eles querem? Qu horas eles passam na mídia social? Que tipo de aparelhos digitais que usam? Todas estas perguntas fazem diferença para a tomada de decisão.

Para os países onde o Facebook e o Twitter dominam, a decisão é geralmente mais fácil de se fazer. Mas para os países asiáticos, a localização se torna importante. Se os leitores chineses são o seu alvo, serviço de microblogging Sina Weibo é prevalente. Manter uma conta da sua organização de notícias no Sina Weibo pode ser muito diferente do que fazer o mesmo no Twitter.

Uma vez que as plataformas são escolhidas, é a hora da edição. Alguns jornais simplesmente sincronizam suas contas de Twitter com suas páginas de Facebook, que pode economizar tempo, mas realmente não serve aos leitores de mídia social.

Na página do Post no Facebook, eu costumava colocar lides no estilo de pergunta para engajar os leitores e gerar discussões. Nossa [conta no Twitter](http://twitter.com/ !/SCMP_News), por outro lado, publicava manchetes mais simples.

2. Construindo uma comunidade

Eu costumo descrever a organização e edição como a parte da "mídia social tradicional" no trabalho. Já alguns trabalhos de mídia social são descritos como gerentes da comunidade, destacando que o envolvimento da comunidade é parte do trabalho. A comunidade pode se situar dentro de seus leitores existentes/espectadores, ou além disso. Pode ser online ou offline.

Há um grande números iniciativas em novas mídias que envolvem uma comunidade maior, desde o experimento de investigação do jornal Guardian, ao site hiperlocal do New York Times. No Post, experimentamos com um mapa interativo feito por crowdsources sobre a destruição ambiental em Hong Kong chamado CitizenMap.

Como gerente do projeto por trás da iniciativa, o trabalho envolveu o planejamento, concepção e desenvolvimento do conceito do site e comunicação com desenvolvedores e designers para transformar o conceito em produto.

Também envolveu marketing e serviço aos possíveis parceiros para construir uma forte rede de pessoas relevantes para a causa. Sobre o conteúdo, a edição e engajar os leitores/usuários ainda é uma parte crucial para garantir a qualidade do site. Se a sua organização tem um projeto grande de jornalista cidadão como o iReport, da CNN apoiando a iniciativas semelhantes, você tem sorte. Mas na maioria dos casos, o editor de mídia social precisa cuidar de mais que apenas a mídia social ou edição.

3. Integração da mídia social na redação

O editor de mídia social é uma posição recém-criada em muitas organizações de notícias, então integrá-la significa que colocar o produto no mix editorial e treinar as pessoas.

Para produtos de imprensa, como jornais, existem muitos pequenos experimentos que podem ser feitao - de levar comentários no Facebook ao papel impresso (que foi muito bem recebido no Post), a colocar questões nas notícias de primeira página e levar as pessoas a discutir na mídia social. Geralmente as cartas ou página de opinião são um bom lugar para começar.

Apesar do pensamento atual de que a mídia social é muito importante no jornalismo moderno, é surpreendente quantos jornalistas e editores não estão familiarizados com as mídias sociais, sem falar da integração da mídia social em seu trabalho diário. O treinamento de pessoas leva tempo e esforço, mas mudar a mentalidade é sempre mais difícil do que oferecer técnicas novas.

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