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Como a reportagem baseada em dados impulsiona o jornalismo inovador

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CC-licensed, thanks to Koen Vereeken in Flickr.

O jornalismo com base em dados ou planilhas está emergindo como uma maneira valiosa de informação, aproveitando a grande quantidades de dados que agências de governos estão liberando voluntária ou involuntariamente.

O desafio para os jornalistas é organizar e apresentar essas informações de uma forma que seja útil e faça sentido aos leitores.

Essa foi a mensagem principal dos três vencedores na categoria de dados na prêmiação do simpósio para inovações em jornalismo, o Knight-Batten Awards and Symposium for Innovations in Journalism em Washington.

Durante o evento, jornalistas do Guardian Datastore, Texas Tribune e Bay Citizen mostraram como as suas redações trabalham com planilhas de dados.

Aqui estão alguns projetos que mostram como a reportagem com base em planilhas está mudando o mundo das notícias.

Citizen Bay: Rastreador de acidentes de bicicleta

O Citizen Bay, uma organização sem fins lucrativos lançada em San Francisco em maio de 2010, abrange questões locais relacionadas com os nove municípios da área da baía.

O transporte alternativo está no topo da lista de assuntos importantes para os moradores, contou Brian Kelley, diretor de tecnologia do Citizen Bay.

Por isso, a equipe de dados criou um banco de dados rastreador de acidentes de bicicleta com cinco anos de dados de todos os nove municípios obtidos a partir da Polícia Rodoviária da Califórnia. O banco de dados mostra pontos quentes, permite que os ciclistas façam comparações de tempo e lugar, vejam acidentes individuais em detalhe e relatem seus próprios acidentes.

A equipe do Citizen Bay também compartilhou o que aprendeu no processo. A organização descreveu como construiu o aplicativo em seu blog. Um desenvolvedor em Chicago viu o post e usou-o como modelo para seu próprio aplicativo de acidente .

Texas Tribune: Veja os salários de funcionários do governo e crie um orçamento para o Texas

O tráfego do Texas Tribune está aumentando desde o seu lançamento em 2009. A organização sem fins lucrativos se concentra principalmente em política e política e depende muito de dados.

"É um site bastante sério", disse o editor Mark Miller.

As páginas dedicadas a banco de dados são uma parte importante do seu tráfego de leitores. Estas são responsáveis ​​por 62 por cento das visitas ao site esse ano. "Elas são essenciais ao site", disse Miller.

Um dos bancos de dados mais populares mostra os salários de servidores públicos no Texas. O banco de dados atrai 48 por cento do tráfego total do site, de acordo com dados de 2011.

O banco de dados teve outro impacto, mas de natureza diferente: a organização também recebeu várias ligações de funcionários do Estado perguntando por que seus salários foram publicados online. (Por lei, salários de empregados estaduais e federais são registros públicos nos Estados Unidos.)

O Tribune também criou um recurso interativo chamado feche o déficit orçamentário do Texas. Uma vez que o orçamento do Estado estava com um déficit de US$ 27 bilhões, a organização criou um aplicativo interativo para que os leitores decidissem onde fazer cortes para equilibrar o orçamento. Miller explicou que o aplicativo foi também bastante popular entre os legisladores durante as sessões de legislação.

Guardian Datastore: Investigando as despesas dos membros do Parlamento

"Os dias de sermos os especialistas se acabaram", disse Matt Wells, editor de blog no Guardian Data.

Wells explicou que o Guardian é agora também um fornecedor de dados. Em sua página no Flickr, o Guardian Datastore permite aos usuários criar infográficos utilizando dados da organização de notícias.

Outra iniciativa de crowdsourced pelo Guardian é "Investigue as despesas dos membros do Parlamento", em que o veículo de notícias pediu aos leitores para ajudar a examinar as 458.832 páginas de documentos que mostravam as despesas dos membros do Parlamento.

O Guardian também criou uma série de visualizações com base em documentos divulgados pelo Wikileaks. Wells mostrou um mapa que inclui a localização de ataques de artefatos explosivos improvisados no Afeganistão e o aumento deste tipo de ataque ao longo dos anos.

O desafio para as redações ao criar esse tipo de conteúdo é em ser flexível, Wells disse, acrescentando que mídia precisa se esforçar mais para empregar pessoas com novas habilidades.

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